A mulher cara

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Por: Jorge Eduardo Magalhães

– Alô, amiga. Tudo bem? Seja breve que irei sair com um rapaz. O Leandro? Terminei com ele. Está desempregado. Não pode mais financiar minhas pendências. Você sabe muito bem que sou uma mulher cara. Resolvi dar um tempo no relacionamento para ele refletir melhor sobre sua vida.

Você acredita que ele teve a desfaçatez de propor que ficássemos em casa vendo televisão no final de semana? Você acha que eu ia me submeter a isso? E minhas baladas naqueles lugares maravilhosos com seus drinks que são verdadeiros espetáculos? Sou uma mulher cara. Fora que vendeu o carro e a moto para pagar suas dívidas e nem dinheiro para o Uber tem mais. Sou uma mulher cara.

Final de semana precisa ser pelo menos para irmos naquele restaurante no shopping center que adoro e sempre me comprar um perfume que custe, no mínimo duzentos reais. Você sabe muito bem que sou sofisticada e tenho bom gosto. Afinal de contas, sou uma mulher cara.

Marquei com outro rapaz, que conheci em um aplicativo de namoro. Disse que é empresário no ramo da informática. Está vindo aqui me buscar para irmos naquele outro restaurante. Quero comer camarão e degustar aquele vinho que adoro. Ao lado do restaurante, tem uma loja que está vendendo um vestido maravilhoso. Já vou querer de presente. Estou namorando aquele vestido há uns dois meses.

Amiga, tenho que desligar. Acho que é ele que está buzinando. Vou dar uma olhada no carro dele, precisa ser do ano. Dependendo de como ele se portar hoje, será o amor da minha vida. Amar para mim é consumo. Você me conhece muito bem: sou uma mulher cara.

 

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