Justiça revoga prisão de advogada argentina no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta sexta-feira (6), a advogada argentina Agostina Paez. Ela é acusada de proferir ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul, em janeiro deste ano. A captura foi realizada por agentes da 11ª DP (Rocinha) em Vargem Pequena.

O Caso: Ofensas e Gestos de “Macaco”

O crime ocorreu no dia 14 de janeiro, durante uma discussão sobre o pagamento da conta no estabelecimento. Segundo a investigação, a advogada:

  • Apontou o dedo para um dos trabalhadores;
  • Utilizou o termo “mono” (macaco, em espanhol);
  • Imitou gestos e sons do animal de forma pejorativa.

As agressões foram gravadas pela própria vítima e confirmadas pelas câmeras de segurança do local. Com base nos depoimentos e nas provas audiovisuais, a Polícia Civil indiciou a estrangeira e a Justiça decretou sua prisão preventiva.

Medidas Cautelares e Defesa

Antes da prisão, a Justiça já havia imposto restrições a Agostina, como o uso de tornozeleira eletrônica, a retenção do passaporte e a proibição de deixar o Brasil.

Em suas redes sociais, a advogada afirmou estar “desesperada e com medo”, alegando que estava à disposição das autoridades. Em sua defesa no processo, ela argumentou que os gestos teriam sido apenas “brincadeiras” direcionadas às suas amigas — versão que foi contestada pelas provas colhidas.

Implicações Legais

A conduta foi enquadrada como injúria racial (Art. 2º-A da Lei nº 7.716/89). No Brasil, desde 2023, a injúria racial é equiparada ao crime de racismo, sendo inafiançável e imprescritível.

  • Pena prevista: Reclusão de dois a cinco anos.

A Justiça do Rio revogou, no fim da tarde desta sexta-feira, a prisão da argentina Agostina Páez.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Reprodução / Polícia Civil / Agência Brasil

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