AIEA Confirma Ataques a Instalações Nucleares no Irã

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) revelou ter informações que confirmam ataques a duas instalações de produção de centrífugas no Irã. Os locais atingidos, confirmados nesta quarta-feira (18/06), são a unidade de Tesa Karaj e o Centro de Pesquisa de Teerã. Ambas as instalações eram monitoradas e verificadas pela agência como parte do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA).
Alvos Estratégicos e Vítimas Civis na Escalada do Conflito
Em Teerã, o alvo foi um edifício onde reatores avançados de centrífugas eram fabricados e testados. Já na província central de Karaj, dois edifícios de produção de componentes de centrífugas foram afetados.
A confirmação dos ataques ocorre no sexto dia de uma intensa escalada no conflito entre Israel e Irã, marcada por uma operação em larga escala de Israel contra instalações nucleares iranianas e centros de comando militar de alto escalão. Em retaliação, o Irã lançou bombardeios contra cidades israelenses como Haifa, Tel Aviv e Jerusalém, atingindo civis.
De acordo com agências de notícias locais, o número de mortos em ataques aéreos israelenses em Teerã e outras áreas povoadas subiu para 585, com pelo menos 1.326 pessoas feridas desde o início da escalada na semana passada. Os mísseis balísticos e drones iranianos, por sua vez, causaram a morte de mais de 20 pessoas e feriram pelo menos 500.
Alerta da ONU e Apelos por Negociações Urgentes
Em uma sessão do Conselho de Direitos Humanos nesta quarta-feira, em Genebra, a vice-alta-comissária da ONU para o tema, Nada Al-Nashif, fez um apelo por negociações urgentes para pôr fim aos ataques. Ela descreveu a escalada militar entre Israel e o Irã como “profundamente preocupante”.
O Escritório de Direitos Humanos da ONU defende a redução da tensão e a retomada das negociações diplomáticas urgentes. Há grande inquietação entre os moradores de Teerã, com milhares fugindo de partes da capital iraniana devido aos ataques em áreas densamente povoadas. Nada Al-Nashif enfatizou que as partes envolvidas têm a obrigação de respeitar integralmente o direito internacional, especialmente a proteção de civis em áreas densamente povoadas. Ela também dirigiu um apelo “às partes com influência a se engajarem em negociações como questão prioritária”.
Com informações de ONU News
Wagner Sales – editor de conteúdo
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