Ana Maria Gonçalves Faz História na ABL: Primeira Mulher Negra Imortal

A escritora mineira Ana Maria Gonçalves foi eleita imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), marcando um momento histórico. Com 30 dos 31 votos, ela se torna a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na instituição em seus 128 anos de existência.
Um Legado de Debates Raciais e Reconhecimento
Autora de obras de grande relevância, como o aclamado livro “Um Defeito de Cor”, Ana Maria Gonçalves tem se destacado por levantar importantes debates raciais através de sua escrita. Além de escritora, ela é roteirista, dramaturga, professora de escrita criativa e curadora de projetos culturais, consolidando um trabalho multifacetado e impactante.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, parabenizou a escritora: “Eu parabenizo Ana Maria Gonçalves por esse grande feito, por sua escrita impecável e pelas importantes bandeiras que carrega.”
Ana Maria Gonçalves ocupará a cadeira de número 33, que pertencia anteriormente ao filólogo Evanildo Bechara, falecido em maio. A escritora disputou a posição com outros 11 intelectuais.
Em novembro de 2023, Margareth Menezes visitou a exposição “Um Defeito da Cor” no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador (BA). A mostra, dividida em dez ambientes que correspondiam aos capítulos do livro, abordava temas como o feminino, povos originários, a relação com a natureza, manifestações religiosas, ancestralidade e a reestruturação da história da escravidão na África e no Brasil.
Com informações de Agência Gov.
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Agência Gov /Via MinC
