Baile de Formatura


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
Aquele era o dia do Baile de Formatura. O motivo que seria de alegria, na verdade, era de desespero, por uma razão bem peculiar: não havia concluído o seu curso. Na verdade, nem saiu do primeiro período. Durante todos aqueles anos em que fora para a universidade em outra cidade, seus pais enviaram, religiosamente, o dinheiro da mensalidade do caro curso de Medicina, mas não costumava frequentar as aulas, gastando o seu tempo e dinheiro com festas no campus universitário, bebidas e militância, quase não frequentando as aulas.
Finalmente chegou o dia do Baile de Formatura, avisou aos seus pais que não queria participar, mas eles fizeram questão de pagar pelo baile e estavam saindo da cidade interiorana para compartilharem com o filho doutor um marco especial na vida da família.
Não sabia o que fazer, tentou recorrer aos velhos colegas de turma que, ao contrário dele, apesar das festas e da militância, estavam se formando. Seus “fiéis” companheiros perguntavam o que estava fazendo ali no meio daquela reunião de formandos, já que não era um deles. Sentia-se sozinho e desamparado. No final da tarde, seus pais chegariam para o baile.
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