Barroso Deixa Presidência do STF e Pede Pacificação com Civilidade

O ministro Luís Roberto Barroso participou nesta quinta-feira (25) de sua última sessão como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), antes de passar o cargo a Edson Fachin na próxima segunda-feira (29).
Ao se despedir, Barroso agradeceu aos colegas e servidores, ressaltando a força do trabalho conjunto para a “importante resistência” da Corte. Ele defendeu que o Brasil viva um novo recomeço, pautado pela pacificação e civilidade, que deve ocorrer sem que as pessoas abram mão de suas convicções. “Quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, é meu parceiro”, enfatizou.
O decano Gilmar Mendes classificou a gestão de Barroso como um dos períodos mais complexos da democracia brasileira, marcado por uma “ofensiva sem precedentes” contra a Justiça. Mendes destacou a firmeza inabalável do presidente em defender o Estado de Direito e o avanço em pautas sociais relevantes, como a proteção ao meio ambiente, a igualdade de gênero e a defesa das minorias.
A gestão de Barroso também será lembrada, segundo o decano, por ser a primeira vez na história em que um ex-chefe de Estado e militares de alta patente foram condenados por tentativa de golpe de Estado. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e representantes da OAB e da AGU também saudaram o ministro pela coragem e lealdade à pátria demonstradas na condução do STF em tempos de tensões institucionais.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Antonio Augusto / STF
