Brasil atinge menor taxa de desemprego da história em 2025: 5,6%

O mercado de trabalho brasileiro encerrou o ano de 2025 com marcas históricas. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (20/2), a taxa anual de desocupação do país caiu para 5,6%, o menor patamar desde o início da série em 2012.
O movimento foi acompanhado por 19 estados e o Distrito Federal, que também atingiram seus níveis mínimos de desemprego.
Destaques Regionais: Os Extremos da Desocupação
Enquanto o pleno emprego se aproxima em algumas regiões do Centro-Sul, o Norte e Nordeste ainda enfrentam desafios estruturais.
Menores Taxas Anuais (Destaques):
- Mato Grosso: 2,2%
- Santa Catarina: 2,3%
- Mato Grosso do Sul: 3,0%
Maiores Taxas Anuais:
- Piauí: 9,3%
- Bahia: 8,7%
- Pernambuco: 8,7%
Informalidade e Subutilização
Apesar dos números recordes de ocupação, o analista do IBGE, William Kratochwill, alerta que a queda na desocupação mascara problemas de produtividade.
- Informalidade: Atingiu 38,1% da população ocupada nacional. No Maranhão, esse índice chega a 58,7%, enquanto em Santa Catarina é de apenas 26,3%.
- Subutilização: A taxa nacional ficou em 14,5%. O Piauí lidera negativamente com 31,0%, evidenciando a dificuldade de aproveitamento total da força de trabalho no estado.
Rendimento e Massa Salarial
O rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro fechou o ano em R$ 3.560. O Distrito Federal mantém a liderança isolada em rendimentos, seguido por São Paulo.
| Unidade da Federação | Rendimento Médio Anual |
|---|---|
| Distrito Federal | R$ 6.320 |
| São Paulo | R$ 4.190 |
| Rio de Janeiro | R$ 4.177 |
| Maranhão (Menor) | R$ 2.228 |
Recorte Social: Desigualdade de Gênero e Raça
Os dados do quarto trimestre de 2025 revelam que a melhora no mercado de trabalho não atinge todos os grupos da mesma forma:
- Gênero: A desocupação entre as mulheres (6,2%) permanece significativamente superior à dos homens (4,2%).
- Raça: Brancos apresentam taxa de 4,0%, enquanto pretos (6,1%) e pardos (5,9%) seguem acima da média nacional.
- Escolaridade: O nível superior completo garante uma taxa de apenas 2,7% de desocupação, evidenciando o impacto da formação na empregabilidade.
Queda no Desemprego de Longa Duração
Uma notícia positiva é a redução de 19,6% no número de pessoas que buscavam trabalho há dois anos ou mais (desemprego de longo prazo), totalizando 1,1 milhão de pessoas no último trimestre de 2025, contra 1,3 milhão no ano anterior.
Panorama do Mercado de Trabalho: Brasil 2025
1. Ranking de Desocupação por Estado (Os Extremos)
Este gráfico visualiza a disparidade entre as menores e maiores taxas de desocupação no país.
| Estado | Taxa de Desocupação (%) | Visualização Gráfica |
|---|---|---|
| Mato Grosso | 2,2% | ▇ |
| Santa Catarina | 2,3% | ▇ |
| Mato Grosso do Sul | 3,0% | ▇▇ |
| Média Nacional | 5,6% | ▇▇▇▇ |
| Bahia | 8,7% | ▇▇▇▇▇▇ |
| Pernambuco | 8,7% | ▇▇▇▇▇▇ |
| Piauí | 9,3% | ▇▇▇▇▇▇▇ |
2. Rendimento Médio Real (Top 3 vs. Base)
Comparativo do poder de compra mensal por unidade da federação.
- Distrito Federal: R$ 6.320 (▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇)
- São Paulo: R$ 4.190 (▇▇▇▇▇▇▇▇)
- Rio de Janeiro: R$ 4.177 (▇▇▇▇▇▇▇)
- Média Brasil: R$ 3.560 (▇▇▇▇▇▇)
- Bahia: R$ 2.284 (▇▇▇▇)
- Maranhão: R$ 2.228 (▇▇▇▇)
3. Desigualdade no Mercado (Taxa de Desocupação 4º Trimestre)
O gráfico abaixo destaca as lacunas sociais que ainda persistem apesar da melhora nos índices gerais.
| Categoria | Subgrupo | Taxa (%) |
|---|---|---|
| Gênero | Mulheres | 6,2% |
| Homens | 4,2% | |
| Cor/Raça | Pretos | 6,1% |
| Pardos | 5,9% | |
| Brancos | 4,0% | |
| Escolaridade | Ensino Médio Incompleto | 8,7% |
| Superior Completo | 2,7% |
4. Informalidade e Carteira Assinada
Um comparativo regional sobre a qualidade do emprego:
- Maior Informalidade: Maranhão (58,7%)
- Menor Informalidade: Santa Catarina (26,3%)
- Maior % de Carteira Assinada: Santa Catarina (86,3%)
- Menor % de Carteira Assinada: Maranhão (52,5%)
- Status Geral: Mínima histórica de desocupação (5,6%).
- Ponto Positivo: Redução de quase 20% no desemprego de longa duração (mais de 2 anos).
- Ponto de Atenção: Norte e Nordeste ainda concentram as maiores taxas de informalidade e subutilização.
Com informações de AG. Gov
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto José Cruz / Ag. Brasil
