Brasil defende IA com soberania e inclusão social em Cúpula na Índia

O Governo Brasileiro apresentou, nesta sexta-feira (20/2), em Nova Délhi, sua visão estratégica para a Inteligência Artificial (IA). Durante a Cúpula sobre o Impacto da IA, o país defendeu que a tecnologia deve ser pautada pela inclusão social, soberania digital e desenvolvimento sustentável.
Uma comitiva interministerial detalhou como o Brasil está estruturando políticas públicas para aplicar a IA em setores críticos, além de reforçar a necessidade de uma governança global que evite a concentração de poder tecnológico.
Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA)
A ministra Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) destacou o PBIA 2024-2028 como o pilar dessa estratégia. Com investimento previsto de R$ 23 bilhões, o plano visa transformar o Brasil em referência mundial, focando em cinco eixos:
- Infraestrutura e Desenvolvimento de IA.
- Difusão, Formação e Capacitação.
- Melhoria dos Serviços Públicos.
- Inovação Empresarial.
- Apoio ao Processo Regulatório e Governança.
“A soberania digital é a capacidade do Brasil de desenvolver e regular tecnologias essenciais para a sociedade, economia e democracia”, afirmou a ministra, ressaltando o foco na retenção de talentos e supercomputação (HPC).
Impacto nos Setores Estratégicos
O painel contou com a participação de diversos ministérios, que apresentaram suas frentes de atuação:
- Serviços Públicos: Esther Dweck (Gestão e Inovação) enfatizou o uso de IA e assistentes inteligentes para tornar o governo mais proativo e simples, garantindo um “uso responsável desde a concepção”.
- Infraestrutura: Frederico Siqueira (Comunicações) pontuou a necessidade de expandir redes de dados e data centers para sustentar a autonomia tecnológica e a competitividade global.
- Educação: Camilo Santana reforçou que a IA deve ser ferramenta de redução de desigualdades, garantindo que a revolução tecnológica seja democratizada desde a educação básica.
- Saúde: Alexandre Padilha posicionou o Brasil como polo para uma “IA do cuidado”, unindo governo e ciência para criar um ambiente de saúde digital seguro e soberano.
Governança Global e Geopolítica
Encerrando a participação brasileira, o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) ecoou o posicionamento do presidente Lula sobre a geopolítica da IA. Para o chanceler, a tecnologia não é neutra e exige escolhas políticas coletivas.
O Brasil se coloca à disposição para liderar uma cooperação aberta e transparente, visando uma governança que respeite a diversidade cultural e evite a militarização de dados e recursos naturais.
Com informações de Ag. Gov
Wagner Sales – editor de conteúdo
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