Brasil tem bons resultados em mundiais em ano com destaque nas lutas.

O esporte brasileiro ganhou 20 medalhas em mundiais de modalidades olímpicas em 2025 (seis ouros, dez pratas e quatro ouros).
Além do esperado título mundial de Yago Dora no surfe (oitavo título da Brazilian Storm em onze edições da WSL) e do tetra da skatista Rayssa Leal na Street League, outro grande destaque brasileiro do ano foi o tenista brasileiro João Fonseca.
João Fonseca conseguiu uma ascensão de mais de 600 posições entre o início de 2024 até agora e de mais de 100 posições este ano.
Atualmente é o 25° colocado do ranking da ATP, o que coloca o brasileiro como cabeça de chave dos principais torneios do ano (inclusive do primeiro Grand Slam do ano, o Australian Open).
Hugo Calderano
O mesa-tenista carioca foi outro grande nome do esporte brasileiro.
Atual número 3 do ranking mundial, Hugo foi campeão da Copa do Mundo, vice campeão mundial, além de ter vencido três torneios do WTT STAR CONTENDER, que junto com os Grand Slams, são os torneios mais importantes da temporada.
Taekwondo, Boxe e Judô
Outros destaques do esporte brasileiro foram as lutas.
Conseguiram a metade das medalhas brasileiras em mundiais.
Foram três medalhas no Mundial de Taekwondo (dois ouros com Maria Clara Pacheco e Henrique Marques e uma prata com Milena Titoneli, além da prata de Edival Pontes em uma categoria que não faz parte do Programa dos Jogos Olímpicos), duas no de judô (prata de Daniel Cargniin e bronze com Shirlen Nascimento) e quatro medalhas no boxe (um ouro com Rebeca Lima e três pratas com Yuri Falcão, Luiz Oliveira e Isaías Ribeiro).
Caio Bonfim
Outro destaque foi Caio Bonfim.
O brasiliense, medalha de prata na marcha atlética nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024, foi ouro nos 20km da marcha atlética no Mundial de Tóquio.
Caio também foi medalha de prata na prova dos 35km, prova que não está no programa olímpico.
Outra medalha no atletismo foi a prata de Alisson dos Santos nos 400m com barreiras.
Ginástica Rítmica
A equipe de ginástica rítmica brilhou no Mundial do Rio de Janeiro.
Foi prata no conjunto, medalha inédita para o Brasil na modalidade.
Marcus D’Almeida, Miguel Hidalgo, Ana Sátila
O arqueiro Marcus D’Almeida foi outro destaque do ano.
Após ter sido eliminado nas oitavas de final dos Jogos Olímpicos de Paris, quando era o segundo colocado do ranking mundial, fez um bom ano em 2025 e foi vice campeão mundial, além de ter sido vice campeão do Finals.
Já Miguel Hidalgo, foi medalha de prata no Triatlo.
Outra a conseguir um resultado importante foi Ana Sátila da canoagem slalom, que foi medalha de bronze no mundial.
Estas medalhas são importantes porque são em esportes em que o Brasil nunca conquistou um pódio olímpico.
Vôlei
Se o vôlei masculino decepcionou na Copa do Mundo, sendo eliminada na primeira fase, a Seleção Brasileira feminina de vôlei esteve muito perto do ouro.
Nas semifinais, chegou a estar vencendo as italianas por 13×11 no tie-break, mas acabou derrotada e ficou com a medalha de bronze.
No vôlei de praia, Rebecca/ Carol também ficaram com o bronze.
Decepções
A vela, modalidade que mais deu medalhas de ouro ao Brasil na história dos Jogos Olímpicos, não conseguiu nenhum pódio em mundiais este ano e a natação chegou a apenas duas finais no Mundial.
A natação brasileira tem 51 medalhas em mundiais, mas a última medalha foi de Ana Marcela Cunha em Doha 2024.
Com informações de Salvador Gama
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Jaimi Joy/ REUTERS
