Brasil tem queda histórica no desmatamento em áreas protegidas

O Brasil registrou resultados históricos no combate ao desmatamento em 2025, segundo dados do Projeto Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Entre agosto de 2024 e julho de 2025, o desmatamento atingiu 134 km² em Unidades de Conservação (UCs) federais da Amazônia e 31 km² no Cerrado — os menores índices da série histórica, indicando que o país está no caminho para atingir a meta de desmatamento zero até 2030.

De acordo com o levantamento, as áreas protegidas desempenham papel estratégico no enfrentamento da crise climática, uma vez que o desmatamento é a principal fonte de emissões de carbono do país.

ICMBio reforça presença nos territórios

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, destacou que a queda contínua dos últimos anos comprova a eficácia da estratégia de gestão.

“A presença ativa do ICMBio nos territórios tem sido decisiva, com reforço da fiscalização, combate às ilegalidades e reativação de conselhos participativos. Além disso, políticas sociais estão chegando diretamente a povos e comunidades tradicionais”, afirmou Pires.

Ele ressaltou ainda o apoio direto da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e a orientação política clara do presidente Lula na execução das ações de proteção ambiental.

Marina Silva: “Compromisso com o futuro e com os biomas”

A ministra Marina Silva comemorou os resultados e afirmou que a redução do desmatamento em Unidades de Conservação federais “revela o compromisso do governo Lula com a meta de desmatamento zero até 2030”.

“Essas áreas são fundamentais para proteger nossos biomas, a biodiversidade e os modos de vida. Ao manter os serviços ecossistêmicos — como estabilidade climática e regulação das chuvas —, elas beneficiam toda a sociedade e a economia brasileira”, destacou.

Queda geral do desmatamento na Amazônia e no Cerrado

Os dados do INPE também mostram uma queda de 11,08% no desmatamento da Amazônia Legal e de 11,49% no Cerrado, entre agosto de 2024 e julho de 2025 — a terceira menor taxa desde 1988.
Esses resultados confirmam a tendência de retração iniciada em 2023, após cinco anos consecutivos de alta.

Preservação ambiental como estratégia climática

Com os menores índices históricos de desmatamento, o Brasil chega à COP30, que acontece em Belém (PA), levando um recado claro à comunidade internacional: proteger florestas é a forma mais eficaz de enfrentar a crise climática.

Ecossistemas preservados absorvem e armazenam carbono, evitando a liberação de gases de efeito estufa. Desde 2023, o governo federal criou ou ampliou 14 Unidades de Conservação, somando 550 mil hectares, além de 59 novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

“A mensagem que levamos ao mundo é simples e firme: investir em Unidades de Conservação é investir no futuro do planeta”, enfatizou Mauro Pires.

Governo reforça apoio às comunidades tradicionais

Durante visita à Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns e à Floresta Nacional do Tapajós, no Pará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o papel das comunidades tradicionais como guardiãs da floresta e reafirmou o compromisso do governo com políticas que integram conservação ambiental e desenvolvimento social.

Com informações de Agência Gov.

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Tânia Rego / Agência Brasil 

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