Bruxa de Jacarepaguá” é presa por aplicar golpes espirituais e fraudes

Policiais civis da 41ª Delegacia de Polícia (Tanque) prenderam, nesta quinta-feira (30/10), Marcela Karina de Toledo, conhecida nas redes sociais como “Bruxa de Jacarepaguá”, por aplicar diversos golpes sob a falsa identidade de terapeuta espiritual e magista. A prisão ocorreu na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, após uma operação de monitoramento conduzida pela Polícia Civil.
De acordo com as investigações, Marcela utilizava as redes sociais para oferecer “trabalhos espirituais” e consultas místicas a pessoas em situação de vulnerabilidade emocional. Sob o pseudônimo de “Chandhra Carriem”, ela se apresentava como influenciadora e terapeuta holística, usando roupas, adereços e símbolos de bruxaria para reforçar uma imagem de autoridade espiritual e atrair seguidores.
Golpe do Pix agendado e falsas promessas espirituais
Durante as diligências, os agentes descobriram que a criminosa também aplicava o chamado “golpe do Pix agendado”. Segundo a Polícia Civil, a mulher convencia comerciantes e prestadores de serviço a oferecerem produtos sob a promessa de divulgação em suas redes sociais, simulando o pagamento via Pix. No entanto, ela apenas agendava a transação, que nunca era efetivada.
Além das fraudes financeiras, Marcela oferecia rituais e consultas espirituais com valores que variavam de R$ 500 a R$ 5 mil, prometendo “cura energética”, “união amorosa” e até proteção contra forças negativas. Muitas das vítimas relataram que, após realizarem os pagamentos, não recebiam retorno nem reembolso.
Investigação e prisão
Com base nas provas reunidas, a autoridade policial representou pela prisão preventiva da suspeita. Após um intenso trabalho de inteligência e vigilância, os agentes localizaram Marcela em seu apartamento, onde ela foi presa sem oferecer resistência.
Contra ela, havia mandado de prisão por estelionato expedido pela Justiça do Rio.
As investigações continuam para identificar outras vítimas e possíveis comparsas da “Bruxa de Jacarepaguá”, que mantinha perfis ativos nas redes sociais com milhares de seguidores.
Repercussão e alerta da Polícia Civil
Segundo o delegado responsável pelo caso, a prisão de Marcela serve de alerta à população:
“Esses golpistas se aproveitam da fragilidade emocional das pessoas e do poder das redes sociais para enganar e lucrar. É importante que qualquer oferta de serviço espiritual, especialmente quando envolve grandes valores, seja verificada com cautela”, afirmou o policial.
A Polícia Civil orienta que vítimas de golpes espirituais ou fraudes virtuais procurem uma delegacia e registrem ocorrência, inclusive por meio da Delegacia Online (dedic.rj.gov.br).
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Divulgação
