Busca por espaço e preços menores impulsionam valorização de imóveis

A busca por imóveis maiores e com preços mais acessíveis tem transformado o mercado imobiliário do Rio de Janeiro. Longe da tradicional hegemonia da Zona Sul, bairros da Zona Norte e da Zona Oeste registram aumento expressivo no valor do metro quadrado e concentram novos lançamentos. Segundo associações como Ademi, CRECI e Abecip, a valorização é impulsionada pela demanda reprimida, pela ampliação do crédito imobiliário e por obras de infraestrutura que tornam as regiões mais atrativas.
De acordo com levantamento da Ademi‑RJ, a Zona Oeste respondeu por cerca de 25% dos lançamentos residenciais da cidade nos últimos cinco anos, com destaque para bairros como Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio. Já na Zona Norte, bairros como Tijuca, Cachambi, Irajá e Del Castilho registraram crescimento consistente nas vendas residenciais, refletindo a maior procura por imóveis fora da Zona Sul. Segundo Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio, “houve aquecimento nas vendas de imóveis residenciais, especialmente nas regiões da Zona Oeste e da Zona Norte, onde os compradores buscam maior conforto e acesso a serviços.”
Investimentos em mobilidade urbana estão transformando o mercado imobiliário da cidade. Novos corredores viários e melhorias no transporte público facilitam o acesso a áreas antes menos conectadas, principalmente na Zona Norte e Oeste. No Rio de Janeiro, os projetos de infraestrutura somam mais de R$ 36 bilhões, envolvendo parcerias entre governo federal, estados, municípios e iniciativa privada.
Segundo Maurício Muniz, secretário do Programa de Aceleração do Crescimento, “a agenda de infraestrutura busca maior eficiência e qualidade nos projetos, garantindo que a mobilidade urbana acompanhe a expansão da cidade.” Para os compradores, isso significa mais acesso e qualidade de vida, impulsionando a valorização imobiliária nessas regiões.”
O crédito imobiliário também desempenha papel importante. Dados da Abecip mostram crescimento constante no volume de financiamentos, especialmente para imóveis na Zona Norte e Oeste. Linhas via FGTS e maior disponibilidade de crédito têm permitido que mais famílias realizem o sonho da casa própria em bairros antes pouco acessíveis.
O perfil do comprador também mudou. Famílias e profissionais buscam mais espaço, conforto e lazer, sem abrir mão de preços mais acessíveis do que os praticados na Zona Sul. A expansão do home office fez com que muitos priorizassem bairros com metragem maior e infraestrutura completa.
Com informações de Diego Gonzaga (estagiário)
Wagner Sales – editor de conteúdo
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