Câmara: Erika Hilton eleita presidente da Comissão dos Direitos da Mulher

A Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita, nesta quarta-feira (11), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados do Brasil para o ano legislativo de 2026. A parlamentar recebeu 11 votos, enquanto outros dez foram registrados em branco. Ela substitui a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG) no comando do colegiado.

Ao assumir o cargo, Erika Hilton destacou que se torna a primeira mulher trans a presidir a comissão e afirmou que pretende conduzir os trabalhos com diálogo e foco na defesa dos direitos das mulheres em todo o país.

“Esta presidência não é apenas um nome, é o símbolo de uma democracia que se expande. Minha gestão tratará de todas as mulheres: das mães solo, das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, indígenas e das que lutam por sobrevivência e dignidade em todos os cantos deste país”, declarou.

Nova composição da mesa

Na mesma votação, a comissão também definiu os nomes que ocuparão as vice-presidências do colegiado:

  • Laura Carneiro (PSD-RJ) – 1ª vice-presidente
  • Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) – 2ª vice-presidente
  • Socorro Neri (PP-AC) – 3ª vice-presidente

Todas receberam 11 votos favoráveis e dez votos em branco.

Entre as prioridades da nova gestão, Erika Hilton citou:

  • fiscalização da rede de proteção às mulheres e das Casas da Mulher Brasileira;
  • enfrentamento da violência política de gênero;
  • fortalecimento de políticas de saúde integral para mulheres.

Críticas da oposição

A eleição da deputada gerou críticas de parlamentares da oposição. A deputada Chris Tonietto (PL-RJ) afirmou que a comissão deveria ser presidida por uma mulher cisgênero e criticou o que chamou de “ideologização” do colegiado.

Já a deputada Clarissa Tércio (PP-PE) declarou que a presidência da comissão deveria ser ocupada por uma “mulher de fato”, classificando a escolha como um retrocesso para a pauta feminina.

Defesa da pluralidade

Por outro lado, parlamentares da base governista defenderam a legitimidade da eleição e destacaram a importância de pluralidade no debate.

A deputada Laura Carneiro afirmou que o foco da comissão deve ser a defesa dos direitos das mulheres brasileiras, independentemente de posições ideológicas.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) também ressaltou que o colegiado deve atuar como espaço de defesa da igualdade e de proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Não vamos aceitar que esta Casa seja palco para o ódio. Esta comissão trabalhará pela vida das mulheres e para que o Estado brasileiro cumpra seu papel de proteção”, declarou.

Com informações de Ag. Câmara de Notícias

 Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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