Carnaval da Sapucaí pode virar Patrimônio Imaterial do Rio

Os desfiles das escolas de samba da Marquês de Sapucaí estão mais próximos de serem oficialmente reconhecidos como Patrimônio Imaterial Histórico, Cultural, Artístico e Humanístico do Estado do Rio de Janeiro. A medida está prevista no Projeto de Lei nº 5.219/25, do deputado Vinicius Cozzolino (União), aprovado em segunda discussão pela Alerj nesta quinta-feira (27). A proposta segue agora para análise do governador Cláudio Castro, que poderá sancioná-la ou vetá-la.
Segundo Cozzolino, o desfile é uma das expressões culturais mais relevantes do Brasil e um símbolo da identidade fluminense. “Não é apenas um espetáculo monumental, mas uma manifestação viva da criatividade popular e da força cultural do nosso povo”, afirmou o parlamentar.
Desde 1984, com a inauguração do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, projetado por Oscar Niemeyer, o desfile do Grupo Especial consolidou-se como referência mundial e um dos eventos mais emblemáticos da cultura brasileira. O projeto de lei surgiu após diálogo com o presidente da LIESA, Gabriel David, e representantes da UNESCO. Para que o Carnaval do Rio possa futuramente receber o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, é necessário que exista uma legislação estadual que reconheça e proteja oficialmente o desfile, destacaram seus idealizadores.
Cozzolino também enfatiza o papel social das escolas de samba. “Mais do que uma festa, o desfile é uma expressão de resistência e valorização da cultura afro-brasileira, da periferia urbana e da ancestralidade dos povos que construíram nossa nação. As escolas atuam o ano inteiro como centros de formação cultural e de inclusão social”, disse.
Além do valor cultural, o Carnaval do Rio de Janeiro tem forte impacto econômico. Somente em 2025, o evento movimentou R$ 5,7 bilhões na capital. A Sapucaí registrou público recorde, com cerca de 120 mil pessoas por noite nos desfiles do Grupo Especial, entre pagantes, credenciados e participantes.
A geração de empregos também se destaca: foram aproximadamente 32,6 mil vagas temporárias criadas em 2025, das quais cerca de 7% têm potencial para se tornarem permanentes, impulsionando a economia, gerando renda e transformando vidas.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Léo Queiroz
