Casal de Caçadores e Traficantes de Primatas é Preso no Rio de Janeiro

Policiais civis da 15ª DP (Gávea) prenderam nesta quarta-feira (11 de junho de 2025) um casal apontado como os maiores caçadores e traficantes de primatas silvestres em atuação no Rio de Janeiro. A prisão ocorreu durante o deslocamento da dupla para o Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, onde pretendiam realizar novas capturas. Segundo os agentes, os criminosos vendiam filhotes de macacos-prego pela internet e ofereciam um serviço clandestino de legalização desses animais.

Investigação Após Furto de Filhote no Jardim Botânico

A investigação teve início em fevereiro deste ano, quando o casal furtou animais silvestres no próprio Jardim Botânico. Na ocasião, o homem e a mulher arrancaram um filhote de macaco-prego das costas da mãe. Câmeras de segurança registraram a primata tentando desesperadamente resgatar sua cria. Após o incidente, os agentes iniciaram diligências inéditas, conseguindo resgatar o animal próximo à comunidade dos Prazeres.

As apurações revelaram que o casal comercializava ilegalmente filhotes de macacos-prego com a anuência de uma facção criminosa. Além da venda, eles também ofereciam um serviço de “legalização” desses animais, o que é proibido. A equipe da 15ª DP continuou o monitoramento, e com análise de câmeras e cruzamento de dados de segurança, o delegado solicitou a prisão preventiva da dupla, que se escondia em comunidades da Zona Sul. Informações de inteligência indicaram que os criminosos estariam novamente se deslocando para o Jardim Botânico nesta quarta-feira.

Prisão em Flagrante e Histórico Criminal

Com o apoio de agentes do Segurança Presente, o casal foi detido antes de conseguir furtar novos animais. No momento da prisão, eles estavam com grande quantidade de pães, bananas, biscoitos e sedativos, que seriam usados para entorpecer os macacos, além de uma rede para a captura.

Os agentes cumpriram mandados de prisão preventiva por associação criminosa e caça irregular de animal silvestre. O trabalho contou com a troca de informações com a Delegacia de Meio Ambiente da Polícia Federal. Segundo a 15ª DP, os presos possuem, juntos, 20 anotações criminais, incluindo furto, receptação qualificada, crimes contra a fauna, associação criminosa e falsidade ideológica.

Os dois presos não tiveram os nomes divulgados.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Freepik

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