CNJ recebe segunda denúncia de importunação sexual contra ministro do STJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou, nesta segunda-feira (9), o recebimento de uma segunda denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Corregedoria Nacional de Justiça já ouviu a suposta vítima e abriu uma nova reclamação disciplinar para investigar o caso.
O procedimento tramita sob segredo de Justiça, visando preservar as partes envolvidas e a integridade das investigações.
Histórico das Acusações
Esta é a segunda queixa formal contra o magistrado, de 68 anos, em menos de uma semana:
- Primeira Denúncia: Uma jovem de 18 anos, filha de amigos próximos de Buzzi, acusa o ministro de tentativa de agressão física (tentativa de agarrá-la) durante um banho de mar.
- Contexto: O episódio teria ocorrido em janeiro de 2026, durante férias das famílias em Balneário Camboriú (SC).
Providências e Afastamento
Em decorrência das graves acusações, o STJ instaurou uma sindicância interna. Atualmente, o ministro Marco Buzzi encontra-se afastado de suas funções no tribunal após a apresentação de um atestado médico por razões de saúde.
Posicionamento da Defesa
Em nota oficial, os advogados Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila refutaram as acusações:
“O ministro Marco Buzzi não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbito dos procedimentos já instaurados”, afirmou a defesa, ressaltando ainda que aguarda acesso integral aos autos do CNJ.
O Papel do CNJ nestes casos
O Conselho Nacional de Justiça atua no controle administrativo e financeiro do Poder Judiciário e no cumprimento dos deveres funcionais dos juízes. Caso as infrações sejam comprovadas, as sanções podem variar de advertências até a aposentadoria compulsória.
Com informações de Agência Brasil
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto Sérgio Amaral / STJ
