Código 234


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
De repente, começaram a conversar virtualmente. Ele, 40 anos, funcionário público, solteiro e vivendo com a mãe dominadora. A pessoa do outro lado da tela, dizia-se médica no Oriente Médio, 32 anos e nascera na Inglaterra, mas a mãe era brasileira. Começaram a ficar cada vez mais íntimos.
O código 234 de seu telefone era de um país da África; mas ele não deu muita importância para isso. Segundo ela disse, não tinha como fazer chamada de vídeo nem mensagem de voz, pois as leis do país onde viviam eram muito severas com as mulheres, embora enviasse fotos. Era muito bonita.
Estava completamente apaixonado. Um amigo disse que aquilo era golpe, pois os golpistas sempre usavam o telefone com o código 234. Não acreditou, queria viver aquele amor. Inclusive, cortou relações com aquele amigo, que parecia ter inveja de seu relacionamento.
Finalmente, ela disse que viria para o Brasil, mas estava com problemas para ser liberada, precisava pagar uma multa, para rescindir o contrato. As contas estavam bloqueadas. Pediu para depositar um dinheiro. Quando chegasse ao Brasil, o restituiria. Pensou nas falas do amigo, no código 234. Estava apaixonado, queria viver aquele amor. Fez o depósito.
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