Combustível: CNA propõe mistura B17 contra crise no Oriente Médio

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) enviou um ofício ao Ministério de Minas e Energia solicitando a ampliação imediata da mistura obrigatória de biodiesel no óleo diesel, subindo dos atuais 15% para 17%. A entidade vê no aumento da produção nacional de soja uma alternativa para conter a escalada de preços do diesel fóssil, pressionado pelo conflito no Oriente Médio.

Impacto dos Conflitos Internacionais

O petróleo tipo Brent já acumula alta de 20% desde o fim de fevereiro de 2026, atingindo a marca de US$ 84. A CNA alerta que, sem a ampliação do biocombustível, os custos logísticos e de transporte podem sofrer reajustes severos, impactando o preço dos alimentos e a competitividade da safra recorde deste ano.

Oportunidade no Campo

Diferente de crises anteriores, o Brasil conta hoje com:

  • Safra Recorde: Alta disponibilidade de soja para a produção de biodiesel.
  • Preços Competitivos: O valor da soja está mais estável do que no período da pandemia.
  • Segurança Energética: Redução da dependência de petróleo importado em um cenário de guerra.

Próximos Passos

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) tem reunião marcada para a próxima semana. A expectativa do setor é que o governo pule a etapa do B16 (que deveria ter entrado em vigor em 1º de março) e siga direto para o B17 para proteger a economia doméstica.

Comparativo: A Mistura no Brasil

SiglaPercentual de BiodieselStatus Atual
B1515% de BiodieselEm vigor
B1616% de BiodieselPrevisto para 01/03/2026 (Atrasado)
B1717% de BiodieselProposta da CNA
Matéria-primaÓleo de Soja (Principal)Safra recorde em andamento

Com informações de Agência Brasil 

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto; Marcelo Camargo / Ag. Brasil 

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