CPMI INSS: Advogado Acusado de Intermediar R$ 3 Milhões de Propina

A CPMI que investiga as fraudes nas aposentadorias do INSS confrontou o advogado Eric Douglas Martins Fidelis com acusações de intermediar propina no esquema de descontos indevidos. Amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fux (STF), o depoente exerceu o direito de não responder à maior parte das perguntas na reunião desta quinta-feira (13).

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que Eric Fidelis recebeu R$ 3,3 milhões provenientes de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como um dos principais articuladores do esquema. Desse valor, R$ 1,5 milhão foi para o escritório de advocacia e R$ 1,8 milhão diretamente para sua conta pessoal.

Ligação com Ex-Diretor do INSS (Pai):

O esquema investigado envolve associações que cobravam mensalidades sem autorização dos aposentados. O relator indicou que Eric Martins Fidelis teria intermediado pagamentos ao seu pai, André Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS (2023-2024).

André Fidelis foi o diretor que mais “concedeu Acordo de Cooperação Técnica (ACT) da história do INSS”, aprovando 14 entidades que descontaram cerca de R$ 1,6 bilhão dos aposentados. André Fidelis foi preso nesta quinta-feira (13) pela Polícia Federal, em nova fase da Operação Sem Desconto.

O relator mencionou o caso da Aapen, que teve seu ACT assinado pelo pai e repassou R$ 2,4 milhões (3% dos R$ 80 milhões descontados) para o escritório de advocacia do filho.

Operação Sem Desconto e Resposta do STF:

A nova fase da Operação Sem Desconto cumpriu 10 mandados de prisão preventiva e 63 de busca e apreensão. O deputado Alfredo Gaspar elogiou a atuação da CPMI e do ministro André Mendonça, indicando que as prisões recentes foram fruto das investigações parlamentares.

Com informações de Agência Senado

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

WhatsApp