Direitos autorais

Por: Jorge Eduardo Magalhães
Embora me considere um bom roteirista de cinema e televisão, não posso me considerar um profissional no ramo, pois nunca ganhei um tostão com isso e nem tive nenhum trabalhado filmado ou gravado. Contudo, sou persistente, embora só tenha obtido respostas negativas das produtoras.
Recentemente, enviei a sinopse e três capítulos de uma série para um concurso de roteiros, promovido por uma conhecida produtora. Os diálogos e as cenas eram muito bem elaborados e eu sabia que tinha grandes chances de ser o vencedor e ter o projeto aprovado para ser posto em prática.
O concurso tinha uma data estipulada para o resultado e aguardei ansiosamente. No dia, o resultado saiu, meu roteiro foi o vencedor, somente que a autoria foi atribuída ao filho de um famoso diretor de TV. Teve uma enorme divulgação do roteiro, cujas gravações começariam dentro de um mês.
Felizmente, o roteiro havia sido registrado e consegui provar na justiça que era de minha autoria. Fiquei feliz, a justiça havia sido feita. Minha hora chegou, não serei mais um ilustre desconhecido. Não dormi a noite inteira imaginando meu nome nos créditos e, finalmente, saindo do anonimato.
Curiosamente, ninguém mais falou sobre a genialidade do roteiro, que caiu no mais profundo silêncio. Entrei em contato com a produtora responsável. Responderam-me que haviam revisto o projeto e não era muito bem o que eles queriam. O segundo lugar foi contemplado.

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