Endometriose: sintomas, diagnóstico e papel da alimentação

Março é o mês de conscientização sobre a Endometriose, uma condição crônica que afeta milhões de mulheres em todo o mundo e pode impactar significativamente a qualidade de vida. A doença ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio — que reveste o interior do útero — cresce fora da cavidade uterina, atingindo regiões como ovários, trompas e área pélvica.

Entre os principais sintomas estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais e alterações gastrointestinais, como distensão abdominal, constipação e diarreia. A condição também pode afetar a fertilidade, embora não signifique, necessariamente, impossibilidade de engravidar.

Segundo a nutricionista e especialista Vanessa de Santis, o diagnóstico da doença ainda enfrenta desafios importantes. Muitas pacientes levam anos para obter confirmação clínica, o que pode atrasar o início do tratamento adequado e prolongar o sofrimento causado pelos sintomas.

O tratamento da endometriose envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo acompanhamento médico, uso de medicamentos, intervenções cirúrgicas em alguns casos e mudanças no estilo de vida. Nesse contexto, a alimentação tem ganhado destaque como aliada no manejo da doença.

Embora não exista cura por meio da dieta, estudos indicam que padrões alimentares podem influenciar fatores como inflamação, metabolismo hormonal, sistema imunológico e saúde intestinal. Estratégias nutricionais com foco em alimentos naturais, ricos em fibras, antioxidantes e compostos bioativos podem ajudar na redução de processos inflamatórios.

Outro ponto relevante é a relação entre a saúde intestinal e a doença. Alterações na microbiota podem impactar o metabolismo de hormônios como o estrogênio, que tem papel importante no desenvolvimento da endometriose. Por isso, intervenções nutricionais individualizadas podem contribuir para o equilíbrio metabólico e a melhora dos sintomas em algumas pacientes.

A especialista ressalta que a endometriose se manifesta de forma diferente em cada mulher, variando na intensidade dos sintomas, no impacto sobre a fertilidade e na resposta ao tratamento. Dessa forma, o acompanhamento profissional é essencial para definir estratégias personalizadas.

A conscientização, o diagnóstico precoce e o tratamento integrado são fundamentais para melhorar a qualidade de vida das mulheres que convivem com a doença.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto Freepik

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