Ex-ministro da Previdência nega conhecimento de fraudes em sua gestão

O ex-ministro do Trabalho e Previdência, Ahmed Mohamad Oliveira, compareceu à CPMI do INSS nesta quinta-feira (11) e negou ter recebido denúncias sobre irregularidades em descontos associativos durante sua gestão, entre 2021 e 2022. Ele, que também foi diretor e presidente do INSS, afirmou que só soube das supostas fraudes neste ano, após uma operação da Polícia Federal.

Em depoimento, Ahmed Mohamad, que anteriormente se chamava José Carlos, alegou que o INSS não tinha capacidade de fiscalizar os acordos com as entidades responsáveis pelos descontos. Ele defendeu que os processos eram eletrônicos e sem uma avaliação aprofundada das instituições.

Questionamentos e Contestações

O ex-ministro foi confrontado por diversos parlamentares. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, destacou que a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) não tinham alertas específicos sobre os descontos. No entanto, o deputado Paulo Pimenta questionou essa versão, lembrando que o Ministério Público havia criado um grupo de trabalho para investigar o tema em 2019, com a participação do INSS.

O deputado Duarte Jr. mencionou uma reunião de 2022 em que a CGU teria alertado sobre as irregularidades, mas o ex-ministro disse não se lembrar do encontro. Já o senador Fabiano Contarato apresentou um ofício de 2018 que já pedia providências a Oliveira, quando ele era superintendente do INSS em São Paulo.

Com informações de Agência Câmara de Notícias

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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