Festival “Cantando a Gente se Entende” celebra diversidade religiosa no Rio

A Caminhada de Combate à Intolerância Religiosa, organizada pela CCIR (Comissão de Combate à Intolerância Religiosa) e pelo CEAP (Centro de Articulação de Populações Marginalizadas), chega à sua 18ª edição, consolidando-se como o maior ato inter-religioso do Brasil.

O evento, que já reuniu mais de 1,8 milhão de pessoas, é uma referência internacional na defesa da diversidade, democracia e do Estado laico.

“Cantando a Gente se Entende”: Música pela Paz

O encerramento da Caminhada será marcado pelo festival cultural inter-religioso “Cantando a Gente se Entende”. Este espaço único transforma a orla de Copacabana em um palco de celebração da diversidade religiosa, diálogo e democracia, reafirmando o poder da música para unir e promover o respeito. O festival é um ato político-cultural de resistência, reunindo nomes de peso da cena cultural e religiosa.

Entre as atrações confirmadas, que traduzem em vozes e ritmos a essência da diversidade espiritual e cultural do Brasil, estão:

  • Marquinhos de Oswaldo Cruz: Apresenta o projeto AGBO ATO, unindo samba e tradições de matriz africana, reafirmando o samba como herança das religiões afro-brasileiras.
  • Padre Lázaro: Traz uma música espiritual e mensagens de paz, simbolizando a abertura da Igreja Católica ao diálogo inter-religioso.
  • Pastor Kleber Lucas: Um dos maiores nomes da música gospel, com o clássico “Deus Cuida de Mim”, conhecido por seu engajamento ecumênico e social, construindo pontes entre comunidades.
  • Awurê: Grupo que mergulha na musicalidade afro-brasileira, com ijexás, sambas de roda e cantos de terreiro, lembrando as raízes africanas da liberdade religiosa no Brasil.
  • Soul da Paz: A 1ª banda inter-religiosa do mundo, fundada em 2017, com músicos de diferentes religiões que promovem a paz, o respeito e o diálogo inter-religioso através da música.

Como define o Babalawô Ivanir dos Santos, interlocutor da CCIR, “O Cantando a Gente Se Entende ecoa a certeza de que, quando diferentes vozes se unem em respeito, a diversidade se transforma na maior melodia da liberdade”.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Divulgação

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