Fiocruz lidera novas ações para fortalecer a indústria da saúde no Brasil

A Fiocruz anunciou, nesta segunda-feira (24/11), quatro iniciativas estratégicas durante a reunião do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Geceis), em São Paulo. As medidas reforçam a ampliação da produção nacional de tecnologias essenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre os anúncios está a aprovação da Anvisa para que a Fiocruz conduza um estudo clínico pioneiro sobre atrofia muscular espinhal, marco para o desenvolvimento de terapias avançadas no Brasil. Também foi confirmada a retomada das obras do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS), no Rio de Janeiro, considerado o maior futuro centro de produção de vacinas e biofármacos da América Latina.
Outra iniciativa envolve a nova parceria entre Fiocruz e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para a aquisição de vacinas e medicamentos pelos Fundos Rotatórios Regionais, ampliando a oferta de imunizantes e fortalecendo a autonomia sanitária do Brasil. Além disso, o governo federal anunciou portaria para criação de comitês regulatórios binacionais de saúde, reunindo Brasil, Reino Unido, China, Índia, México, África do Sul, França, Canadá e Argentina, com participação ativa da Fiocruz e da Anvisa.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou ainda a implementação de 31 novas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), totalizando R$ 15 bilhões em investimentos para ampliar a tecnologia e a produção nacional de 28 produtos estratégicos. De acordo com o ministro, as ações consolidam o acesso da população a tratamentos, vacinas e medicamentos fabricados no país.
O presidente da Fiocruz, Mário Moreira, afirmou que a autorização para o estudo clínico e o avanço das terapias gênicas representam um salto para a Estratégia Fiocruz para Terapias Avançadas, fortalecendo a política de atenção às pessoas com doenças raras e colocando o Brasil na liderança latino-americana no campo da biotecnologia.
O Ministério da Saúde também confirmou a manutenção do investimento de R$ 6 bilhões — públicos e privados — para garantir a plena operação do CIBS, que terá capacidade de produzir 120 milhões de frascos por ano. O complexo fabricará vacinas como meningite, poliomielite, febre amarela, hexavalente e tríplice viral, além de biofármacos essenciais ao SUS.
A Opas, representada por Jarbas Barbosa, reforçou que a cooperação amplia o acesso a imunizantes e reduz a dependência externa, com foco em produção local, atualização tecnológica e demanda consolidada para a América Latina.
Durante o encontro, Padilha também assinou a portaria que institui os oito comitês regulatórios binacionais, passo importante para fortalecer a cooperação internacional e integrar o Brasil às cadeias globais de produção em saúde.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
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