Frederico vive: Capítulo 17 – À procura de Frederico

Por: Jorge Eduardo Magalhães

Um casal de amigos levou-a até a portaria de seu apartamento. Ofereceram-se para subir e lhe fazer companhia. Entretanto, louca para ficar sozinha e iniciar sua procura, agradeceu, alegando que precisava muito desse momento só para pensar um pouco, e se despediu.

Já na portaria, ao verificar que o carro do casal de amigos havia ido embora, começou a revirar a lixeira do prédio. Após nada ter encontrado, resolveu procurar pelo apartamento mesmo: de repente, Valentino poderia ter escondido a garrafa com seu “menino” em algum local do apartamento.

Novamente, nada encontrou. Tinha vontade de gritar bem alto o nome de seu “filho”, como se ele pudesse ouvir e voltar. O pior de tudo é que não era conveniente conversar isso com ninguém, pois as pessoas não entenderiam aquela diferente forma de amar um ser.

Completamente fora de si, Natália, do jeito que chegou, voltou para a rua revirando todas as lixeiras dos arredores do bairro. As pessoas olhavam curiosas aquela mulher bonita, bem-vestida mexendo nas fétidas lixeiras, como se fosse uma moradora de rua.

Em seu insucesso, na procura de “Frederico”, desesperada, sentou-se no meio fio, colocou as mãos no rosto e caiu em prantos. A vida havia acabado para ela. Assassinou o marido e perdera o filho. A vida já não fazia mais nenhum sentido para ela. Estava disposta a voltar para seu apartamento e se jogar lá de cima, espatifando-se na mesma caçada em que seu marido perdera a vida.

Despertou desses pensamentos ao se dar conta de uma figura fétida e andrajosa ao seu lado. Era Agripina.

 

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