Frederico vive: Capítulo 22 – O taco de beisebol

Por: Jorge Eduardo Magalhães
– Oi, Agripina. Como vai?
– O que você está fazendo aqui segurando o meu filho? – perguntou Agripina com olhar fixo.
– Vim aqui ver se o Frederico, quero dizer, o Zezinho, estava precisando de alguma coisa.
– Você não pode entrar aqui em minha casa.
– Desculpe. Eu bati na porta, você não atendeu e acabei entrando.
– Não quero que você nem ninguém fique segurando o Zezinho.
– Frederico! – gritou Natália.
– O que você disse?
– Dá ele para mim. Eu tenho condições de criá-lo melhor.
– Eu nunca daria meu filho.
– Eu posso pagar.
– Como assim?
– Quanto você quer?
– Meu filho não está à venda!
– Posso te dar muito dinheiro!
– Devolve o meu filho!
– Não.
Agripina olhou para Natália com ódio.
– Vou falar pela última vez, larga meu filho.
– Está bem.
Natália nada falou. Pôs bem devagar a garrafa com formol sobre um pequeno móvel velho.
– Agora saia daqui e não volte nunca mais.
– Não voltarei mesmo.
Pegou o velho taco de beisebol no canto do quarto e deu três golpes na cabeça de Agripina, que caiu inerte e ensanguentada no chão do quarto, entre os entulhos e quinquilharias. Natália tomou a garrafa com o feto nos braços e saiu discretamente pelos fundos do cortiço.
NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.
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