Frederico vive: Capítulo 33 – E os outros quadros?

Por: Jorge Eduardo Magalhães

O sucesso da exposição foi avassaladora e repercutiu, e vários órgãos da imprensa especializados em arte, falavam acerca da originalidade das telas de Natália, na exposição “Natimorto”, inclusive, em um dos artigos, associando o seu nome à temática de seus quadros.

O telefone não parava de tocar e concedeu diversas entrevistas por chamada de vídeo e pelo telefone. O imenso sucesso foi uma surpresa para todos, menos para “Frederico”, que o tempo inteiro tinha plena convicção de que tudo daria certo e a assertiva da exposição.

Entusiasmada, Natália pintou os três quadros, para a próxima exposição, que se chamaria “Despojos” em tempo recorde. Ficaram impressionantemente lindos, com uma beleza e um misto entre o clássico, o mórbido e o bizarro.

Entretanto, havia um problema. Até então, embora ainda tivesse bastante tempo, só havia pintado três quadros para a nova exposição.

– Ficaram lindos, mamãe!

Natália contemplou a três telas e indagou:

– E os outros quadros?

– O que tem?

– O que faço? O que pintar? Só se eu pegar na internet algumas fotos de cadáveres e me basear…

– Não. Não ficaria natural.

– Como assim, filho?

– Precisa procurar as temáticas nas ruas; aliás, você precisa ser a criadora dos temas.

Inicialmente, Natália não entendeu muito bem o que “Frederico” quis dizer com “criadora” dos temas, mas concordou com o filho, que precisava ir às ruas e colher material para a temática de seus quadros.

 

NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.

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