Frederico vive: Capítulo 68 – Flagrante

Por: Jorge Eduardo Magalhães

Em frente ao seu prédio, Natália pegou um táxi para chegar mais rápido ao bar. Pegou uma retenção no caminho. Verificou no aplicativo que Luiza ainda estava lá. Ficou angustiada com o trânsito parado. Precisava espreitar Luiza. Aquele seria o momento decisivo.

Finalmente o trânsito andou. Ao chegar perto do bar, Natália verificou no aplicativo que Luiza havia saído e entrado em uma boate nas proximidades. Pediu para o motorista parar em frente ao local. Antes de descer do táxi, teve o impulso de voltar para casa e esquecer aquilo tudo.

Na porta da boate, pensou em desistir, em fingir que não sabia de nada, em fechar os olhos para uma suposta traição. Respirou fundo e entrou na boate. Vivia um constante dilema em relação à sua vida. Precisava dar um basta naquilo tudo que estava lhe fazendo tão mal, como se fosse um vício, uma compulsão que precisava cada vez mais de quantidades maiores.

Por alguns instantes, sentiu-se ridícula por estar completamente fascinada por uma garota sem nenhum conteúdo, que só tinha beleza. O que estava acontecendo com ela? Como poderia estar se submetendo àquilo tudo? Sentiu vergonha de si mesma por estar naquela situação, mas seguiu em frente.

O estabelecimento estava lotado e, devido à pouca luz, seria difícil encontrar Luiza em meio àquele tumulto. Andou pelo meio da pista, rodando por toda a boate. Nem sinal de Luiza. Verificou novamente o aplicativo, e constatou que estava ali mesmo naquele local.

Resolveu rodar pelos corredores que davam nos banheiros. Também eram bastante escuros, mas deu para reconhecer aquele vestidinho preto: era Luiza. Não acreditava no que via.

NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.

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