Frederico vive: Capítulo 76 – Decisão fatal

Por: Jorge Eduardo Magalhães

Será que Luiza não merecia uma segunda chance? Não. O coração ainda palpitava por aquela ordinária, pois infelizmente ainda a amava; entretanto preferia dar um fim àquilo tudo, ela não merecia o seu amor. Precisava seguir os conselhos de “Frederico”, que lhe apareceu em seus sonhos.

Respirou fundo, com temor. Por alguns instante, pensou que tudo poderia ser diferente; “Frederico” poderia ter nascido vivo, ter crescido em torno de muito carinho e amor por ela e Valentino. Deveria seguir em frente, não vacilaria mais, derramou o cianureto nos copos.

– Está demorando por quê? – gritou Rodrigo do quarto.

– Já estou indo! – disse Natália.

– Você está cada vez mais lerda, Natália! – provocou Luíza.

– Desculpe.

Natália levou os copos em uma bandeja e serviu ao casal de exploradores, que estavam nus na cama que, outrora, fora de Natália.

– Vê se da próxima vez não demora tanto.

– Pode deixar.

Os dois brindaram e, antes de beberem, Natália teve o impulso de dar um tapa nas mãos dos dois, jogando os copos longe, mas segurou o seu impulso. Beberam um gole. Rodrigo olhou para Natália com desprezo.

– Pode se retirar.

– Como quiser.

– Você está tão boazinha. Estou estranhando! – disse Luiza.

Saiu ansiosa, esperando que o veneno fizesse efeito. Chegou a se arrepender por alguns instantes. Os dois continuaram a dar gargalhadas no quarto. O remorso de Natália começou a se converter em um ódio profundo. De repente, silêncio total. O coração de Natália palpitava. Aquele silêncio a angustiava. O casal parecia estar agonizando no quarto.

Natália ria e chorava ao mesmo tempo, gritando:

– Obrigada, meu filho! Estou livre! Obrigada!

 

NÃO PERCAM O ÚLTIMO CAPÍTULO.

Acessem meu blog: http://jemagalhaes.blogspot.com

Adquiram meu livro UMA JANELA PARA EUCLIDES

editorapatua.com.br/uma-janela-para-euclides-dramaturgia-de-jorge-eduardo-magalhaes/p

WhatsApp