GAECO denuncia milícia e Justiça expede prisões em Araruama

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, denunciou à Justiça sete acusados de integrar uma milícia que atuava em Araruama, na Região dos Lagos. A pedido do órgão, foram expedidos mandados de prisão preventiva contra os investigados.
Entre os denunciados estão dois ex-policiais — um deles ex-vereador —, um ex-guarda municipal e um servidor público municipal.
Crimes investigados
De acordo com o GAECO, o grupo seria responsável por:
- Apropriação indevida de imóveis
- Extorsão de moradores e comerciantes
- Controle de linhas de transporte clandestino
- Ameaças a integrantes do sistema de Justiça e das forças de segurança
As investigações apontam que, para impor domínio territorial, os milicianos utilizavam ameaças, intimidações com armas de fogo e estariam envolvidos em homicídios e roubos.
Liderança e prisão
A denúncia afirma que a organização criminosa era liderada pelo ex-policial militar e ex-vereador de Araruama, Sérgio Roberto Egger de Moura. Ele foi preso novamente nesta terça-feira por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, em cumprimento a mandado expedido pelo GAECO.
A prisão ocorreu por volta das 14h, em Iguaba Grande, e o investigado foi encaminhado para a 129ª Delegacia de Polícia da cidade.
Os outros seis denunciados teriam funções distintas dentro do grupo, como coordenação do transporte alternativo clandestino, atuação como pistoleiro, cobrança de valores e braço armado da organização.
Decisão judicial
Ao decretar as prisões preventivas, o Juízo da 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas destacou o elevado grau de periculosidade das milícias, ressaltando o uso reiterado de violência ou grave ameaça, com risco à ordem pública e à paz social.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto Reprodução RC 24h / G1
