Greve dos Petroleiros Ganha Força Nacional e Atinge Unidades da Petrobras

A greve nacional da categoria petroleira entrou, nesta quinta-feira (18), em seu quarto dia de mobilização com crescimento contínuo. O movimento, liderado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), registra uma elevada adesão dos trabalhadores do Sistema Petrobras, ampliando o número de unidades operacionais impactadas em todo o país.
Unidades e Refinarias Atingidas pela Paralisação
Até o momento, a paralisação atinge números históricos, afetando a logística e a produção da estatal:
Plataformas Offshore: 28 unidades em greve (26 no Norte Fluminense e 2 no Espírito Santo).
Refinarias: Todas as 9 refinarias das bases da FUP seguem paralisadas, incluindo a entrada estratégica da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e do Terminal de Suape (PE).
Terminais e Logística: 13 unidades da Transpetro pararam, com novas adesões nos terminais de Osório (RS), São Caetano do Sul (SP), Barueri (SP) e unidades na Bahia.
Outras Unidades: O movimento alcançou 4 termelétricas, 2 usinas de biodiesel, além de unidades de tratamento de gás como Cacimbas (ES) e a estação de Araucária (PR).
Motivações: ACT, Déficit da Petros e Direitos
A greve dos petroleiros 2025 é motivada pela falta de avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A categoria reivindica respostas da Petrobras sobre pautas históricas, como:
O fim dos equacionamentos dos déficits da Petros (PEDs).
A recomposição de direitos e valorização salarial.
A incorporação de trabalhadores da Transpetro cedidos à Petrobras.
O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, destaca que a adesão demonstra a disposição da categoria em lutar por uma “Petrobras forte, pública e a serviço do povo brasileiro”.
Perspectivas: Greve no Natal e Ano Novo
Segundo Sérgio Borges, coordenador-geral do Sindipetro-NF, a mobilização no Terminal de Cabiúnas (Tecab), em Macaé (RJ), é a maior dos últimos 20 anos. Como o movimento é por tempo indeterminado, as lideranças sindicais afirmam que os trabalhadores estão preparados para uma paralisação longa, com disposição para manter a greve durante o Natal e o Ano Novo, caso não haja novas propostas da empresa.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Rui Porto
