Gripe Aviária Confirmada no Bioparque do Rio: Entenda o Caso

O Bioparque do Rio volta a funcionar nesta quinta-feira, mas a área onde ficavam as galinhas-d’angola vai permanecer fechada. A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro confirmou, nessa terça-feira, a contaminação de aves do Bioparque pelo vírus da Influenza Aviária (Gripe Aviária). O resultado foi atestado por exames realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Campinas (SP).
Medidas de Controle e Prevenção no Bioparque
Segundo a Superintendência de Defesa Agropecuária Estadual, a doença infectou galinhas-d’angola. Os técnicos já adotaram todas as medidas necessárias para controlar e prevenir a disseminação do vírus.
“A confirmação do caso reforça a importância do trabalho permanente da equipe de Defesa Agropecuária na vigilância ativa e resposta imediata. Garantir a segurança sanitária e reforçar as medidas de prevenção são pontos chaves. Seguimos trabalhando com responsabilidade e em total alinhamento com os órgãos federais para proteger a saúde animal e humana”, destacou o secretário de Agricultura, Dr. Flávio.
A área da savana, onde estavam os animais doentes, permanecerá isolada e em quarentena por 14 dias. Durante esse período, os visitantes não terão acesso ao local. As demais áreas do Bioparque foram reabertas ao público.
Monitoramento de Funcionários e Risco de Transmissão Humana
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) está monitorando os funcionários do Bioparque que entraram em contato com as aves. “No momento, a SES-RJ, em parceria com as SMS, monitora 15 pessoas expostas ao contato com essas aves. O monitoramento dos expostos iniciou no dia 17/07, no plantão do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), com a identificação do local de residência para repassar as informações para as respectivas vigilâncias municipais. Essas pessoas serão monitoradas ao longo de dez dias”, explicou Silvia Carvalho, superintendente de Emergências em Saúde Pública da SES-RJ.
Casos de transmissão do vírus H5N1 para humanos são raros. Contudo, se nesse período de monitoramento uma dessas pessoas apresentar algum sintoma respiratório, um protocolo de caso suspeito humano é aberto, e a pessoa é orientada a permanecer em isolamento em sua residência. O material colhido é encaminhado ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen) e ao laboratório nacional de referência (FIOCRUZ) para análise, a fim de verificar a presença do vírus.
Vigilância Sanitária e Reabertura Gradual
A Secretaria de Estado de Agricultura, em conjunto com o Ministério da Agricultura e os responsáveis técnicos do parque, está executando ações como:
- Isolamento total da área afetada.
- Monitoramento clínico de todas as aves.
- Vistorias técnicas.
- Rastreamento e controle de entrada e saída de materiais e pessoas.
É importante ressaltar que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos. A rápida detecção e contenção são cruciais para proteger a saúde animal, humana e a economia do setor.
“A Defesa Agropecuária, autoridade competente para a definição das medidas sanitárias cabíveis, está tratando com técnicos do Ministério da Agricultura, da Secretaria de Estado de Saúde e do BioParque para estabelecer as ações relacionadas à preservação da saúde das aves existentes no local e segurança dos visitantes do Parque, possibilitando, em breve, o retorno da visitação, com restrição de áreas de acesso ao público”, ressaltou Paulo Henrique Moraes, superintendente de Defesa Agropecuária.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Divulgação
