Haddad descarta impacto imediato de conflito no Irã sobre economia brasileira

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (02/03) que os ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã não devem alterar as variáveis macroeconômicas do Brasil no curto prazo. A declaração foi feita na USP, onde o ministro ressaltou que o país vive um “momento muito bom de atração de investimentos”.
Cautela e Riscos de Escala
Apesar do otimismo, Haddad ponderou que o cenário depende da duração e da intensidade do conflito:
- Monitoramento: A equipe econômica analisa a situação com cautela para reagir a uma eventual piora no ambiente global.
- Resiliência: Para o ministro, turbulências passageiras não devem abalar os fundamentos do Brasil, a menos que haja uma escalada regional descontrolada.
O Fator Petróleo: Estreito de Ormuz
O maior risco para a economia mundial (e brasileira) surgiu com a ameaça da Guarda Revolucionária do Irã, que anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz.
- Importância: Por ali passa cerca de 20% do petróleo mundial.
- Impacto: O bloqueio ou ataques a navios na região podem disparar o preço do barril de petróleo, pressionando a inflação e os preços dos combustíveis no Brasil.
Riscos Monitorados pela Fazenda
| Variável | Risco | Impacto Potencial |
|---|---|---|
| Petróleo | Fechamento do Estreito de Ormuz | Alta nos combustíveis e inflação |
| Dólar | Fuga de capital para “portos seguros” | Desvalorização do Real |
| Investimentos | Incerteza global prolongada | Adiamento de projetos de longo prazo |
| Cenário Base | Conflito de curta duração | Neutralidade macroeconômica |
Com informações de Ag. Brasil
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto Paulo Pinto / Ag. Brasil
