IPCA tem deflação de 0,11% em agosto, impulsionado por energia

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,11% em agosto, o primeiro resultado negativo desde 2024 e o mais intenso desde setembro de 2022. Os dados, divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (10), indicam que a inflação acumulada no ano está em 3,15%.
Causas da Deflação
A queda dos preços foi liderada pelo grupo de Habitação, que teve retração de 0,90%, principalmente devido à redução no valor da energia elétrica residencial (-4,21%). A medida, influenciada pela incorporação do Bônus de Itaipu, compensou reajustes em várias capitais e o uso da bandeira tarifária vermelha.
Os grupos de Alimentação e bebidas (-0,46%) e Transportes (-0,27%) também contribuíram significativamente para o resultado negativo. Alimentos como tomate, batata e arroz registraram quedas de preço devido ao aumento da oferta. Nos transportes, a deflação foi impulsionada pela redução nos preços de passagens aéreas e combustíveis como a gasolina.
Outros Grupos e o INPC
Apesar da deflação geral, alguns grupos tiveram alta, como Educação (0,75%) e Saúde e cuidados pessoais (0,54%). Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também apresentou queda, registrando deflação de 0,21% em agosto, com destaque para a retração nos preços de alimentos e energia elétrica.
Com informações de Agência Gov.
Wagner Sales – editor de conteúdo
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