JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 10 – Novos tempos começam


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
Com o passar do tempo, os meus pensamentos sobre Jezebel e a mística que girava em torno dela e de sua casa foram caindo no esquecimento. Não se comentava mais no bairro acerca daquela linda menina, inicialmente, tão doce, depois tema de tantas sórdidas especulações.
O Quarteto Fantástico continuou a atuar nos arredores do bairro e a ocupar a casa que antes pertencia à tia de Jezebel. Aquela casa que, anteriormente, era um suposto local de exploração sexual de menores, passara a ser um ponto de compra e venda de drogas.
Inicialmente, não interferiam nem desrespeitavam a vizinhança. Contudo, os comentários era que promoviam festas na casa, com meninas menores de idade, regadas a drogas, bebidas e orgias sexuais. Quando já estava no Ensino Médio, cheguei a ver Jenifer e algumas meninas do seu antigo grupo, da escola municipal, entrando à noite naquela casa.
Aliás, Jenifer e grande parte daquelas meninas sequer terminaram o ensino fundamental. Algumas delas engravidaram de maus elementos, muitas das quais se envolveram com coisas erradas ou mesmo presas e assassinadas. Não percebia, naquela época, que o bairro entrava em um acelerado processo de decadência e favelização, assim como a cidade.
Quanto a mim, a minha vida seguia normalmente. Fiquei bastante tempo em minha vida sem pensar em Jezebel. Inclusive, durante o ensino médio, namorei uma menina de minha turma. A vida parecia fluir bem. Creio que aquela fora a época em que eu fui mais feliz em minha vida.
Durante os três anos de ensino médio, tinha muitas perspectivas e sonhos, não sabia muito bem o que faria na faculdade. Sonhava em me tornar escritor, mas não tinha certeza (confesso que até hoje não tenho) se realmente tinha talento para me dedicar a uma carreira literária.
Com o término do ensino édio, a minha namorada passou no vestibular de primeira, e eu não consegui. Precisava trabalhar e prestei vários concursos. Com o tempo, os seus interesses passaram a ser outros, e eu não fazia mais parte de seus projetos. Nosso namoro acabou naquele mesmo ano em que ela entrou para a faculdade. A tristeza durou pouco e segui em frente.
Queria um emprego público, precisava de estabilidade. Tentei vários concursos e isso me trouxe um breve problema em meu bairro, devido ao único concurso em que fui aprovado e nomeado.
NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.
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