JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 12 – Possível queima de arquivo


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
Na verdade, estava de longe, não tinha certeza se realmente era Jezebel. Era maior e tinha cara de mulher, o que seria perfeitamente normal, caso fosse ela, de fato. Apressei o passo em direção à pessoa que acreditava ser ela. Parece que percebeu e conseguiu se desvencilhar em uma esquina. Quando cheguei à rua onde ela havia entrado, infelizmente, desapareceu.
Se fosse ela, de fato, o que estaria fazendo ali? Segundo as especulações da vizinhança, ela e as outras meninas, antes de serem expulsas da casa, foram violentadas. No lugar dela, nunca mais voltaria. Inclusive, os rumores mais fortes era que teria voltado para sua pequena cidade em Santa Catarina.
Ainda caminhei pelo entorno para ver se encontrava a pessoa que acreditava ser Jezebel, mas nem sinal. Havia evaporado. Não comentei com ninguém porque ninguém mais se lembrava dela. Era como nunca tivesse existido. Caíra no mais completo esquecimento.
Precisava resolver o problema da minha mudança. Não sabia o que fazer. Provavelmente, seria obrigado a sair do bairro, deixando tudo para trás. Ainda não havia comunicado minha família a ameaça sofrida. Por outro lado, cogitei a hipótese de não ser verdade, de Jenifer estar blefando. É comum pessoas que conheçam marginais terem orgulho disso e usem os nomes dos mesmos para proferirem ameaças ou obterem vantagens.
Cheguei em casa, jantei. Estava pensando como comunicar minha família da ameaça. Foi quando ouvi disparos de armas de fogo do lado de fora. Levei um susto. Pensei que iriam invadir minha casa. Logo a rua ficou lotada de gente. Barulho de sirene de carro de Polícia, de ambulância do Corpo de Bombeiros.
Depois de algum tempo, criei coragem e saí para ver o que estava acontecendo. Não acreditava no que via: Jenifer e as meninas que andavam com ela estavam mortas na calçada, encharcadas de sangue. Foram cobertas de tiros por encapuzados que estavam em dois veículos.
Confesso que senti um enorme alívio e não comuniquei à minha família a ameaça sofrida pelas “falecidas. Dei tempo ao tempo, paguei para ver. Esperei Quinzé e seu bando baterem pessoalmente à minha porta. Passaram-se duas semanas e não sofri nenhum tipo de ameaça.
Preferia não presenciar aquela cena: quando voltava do recrutamento e passava pela casa que pertencera à tia de Jezebel, vi dois carros com encapuzados colocando o Quarteto Fantástico dentro do veículo e arrancando, cantando pneu. Nunca mais Quinzé e seu bando foram vistos pelo bairro ou em qualquer outro lugar. O boato que corria era que andaram matando policiais, por isso, membros da corporação deram um sumiço nos integrantes do bando.
NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.
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