JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 13 – Seguindo em frente


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
Como Jenifer e sua turma foram assassinadas e o Quarteto Fantástico sumiu do mapa, acabei não me mudando e nem comentando nada com a minha família sobre a ameaça sofrida. Durante algum tempo, reinou uma imensa tranquilidade naquele bairro, outrora tão conturbado.
A mãe do Quinzé olhava para mim e para os membros de minha família com ódio. Diziam que ela acreditava, pelo fato de eu ser da polícia, ter algum envolvimento com o desaparecimento do seu filho. Pobre mulher, nem imaginava a pessoa pacífica que eu sempre fui.
Terminei o recrutamento tranquilamente. Não fui nenhum destaque e nem um dos últimos colocados. Segui para o batalhão, trabalhando no policiamento ostensivo, sem ter grandes problemas. Embora tivesse meu trabalho na polícia, ainda sonhava em me tornar escritor.
Após terminar o recrutamento, poderia me dedicar aos estudos e comecei a cursar a faculdade de Direito. Estudava com afinco as leis, com um Vade Mecum comentado, mas com a mente sempre voltada para a Literatura. Durantes as aulas de Direito penal, sempre criava em minha mente um romance policial.
Naquele período de transição e de transformação da minha vida, Jezebel se tornou uma vaga lembrança dos tempos de escola, típica primeira paixão. Algo muito distante de minha nova realidade, a dificuldade financeira, já que quase todo o meu salário era para pagar a faculdade.
Praticamente não tinha lazer, era do trabalho para a faculdade e da faculdade para casa. Alguns colegas de sala me olhavam com receio, e até um certo preconceito pelo fato de eu ser policial-militar; provavelmente, não pelo histórico de corrupção da corporação, mas pelo baixo salário.
Embora eu fosse um dos melhores alunos da turma, não tinha muito prestígio diante dos professores nem da reitoria, pois a maioria do grupo de discentes era formado por filhos de desembargadores, juízes, delegados, entre outros cargos importantes. Ninguém me tratava mal, mas também não era convidado para as festas e reuniões do grupo.
Esqueci-me de dizer que a faculdade havia me concedido uma bolsa de cinquenta por cento, o que tornou possível que eu fizesse o curso de Direito; mesmo assim, a mensalidade era pesada para o meu minguado salário de soldado da Polícia Militar, contudo me esforçava para poder arcar com as despesas.
Também na mesma situação, encontrava-se a doce Estela, nem bonita nem feia, mas com um enorme charme pessoal, quieta, no canto da sala, quase imperceptível. Trocamos breves olhares e logo nos aproximamos. Começamos a namorar.
NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.
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