JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 22 – O sinistro casarão


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
Pegamos o bonde na estação e partimos rumo a Santa Teresa. O endereço estava em uma folha de papel. Assim que solucionássemos o caso, deveríamos queimá-lo para não deixar rastro. Durante o trajeto, tentava disfarçar meu temor, contemplando a paisagem. Aliás, ao observar a cidade nos Arcos e apreciar o ambiente pitoresco do bairro, consegui distrair minha mente.
O casarão ficava em uma rua escondida. Tinha um aspecto sombrio. Senti uma enorme sensação de negatividade; provavelmente, influenciado pelo histórico dito no Departamento. Parecia estar abandonado devido ao seu estado tétrico na fachada e o silêncio.
– Parece que está abandonado.
Peixoto riu.
– Você tem muito o que aprender.
Fiquei irritado com a soberba de Peixoto.
A seguir, Fragoso e Eunice chegaram. O Delegado determinou:
– Vamos entrar na casa.
Senti um temor e Eunice percebeu:
– Está com medo, novato?
– Nem vou te responder.
O muro não era alto e conseguimos pular com facilidade, com nossas armas em punho. A casa tinha um alpendre que circundava todos os seus lados. Cada dupla ficou em uma porta, na frente da casa. Arrombamos as portas com nossos pés e entramos. Com a arma em uma mão e lanterna na outra.
Parecia que não tinha ninguém no imóvel, mas identificamos vestígios de que ali se praticavam rituais, como imagens bizarras, pentagrama pintado no chão da imensa sala e balandraus com capuzes nos quartos. Não vimos nenhum sinal de sacrifício nem humano nem de animais.
– Parece que não tem ninguém. – disse Eunice.
– Parece que a casa está vazia. – completou Peixoto.
Fragoso foi enfático:
– Acho que descobriram a tempo que viríamos aqui.
– Mas como? – perguntei.
– Isso que precisamos saber.
Já estávamos quase indo embora da casa, quando escutamos um som bem distante de gritos e alguém batendo na porta. Vinha dos fundos da casa.
– Tomem cuidado. – alertou Fragoso.
Fomos na direção das batidas.
NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.
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