JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 28 – Algo inesperado


APOIE O TRABALHO DO AUTOR COM A QUANTIA QUE DESEJAR
Por: Jorge Eduardo Magalhães
Tirei um dia de folga. Na verdade, precisava muito arejar a mente, depois de tanta coisa bizarra em minha mente. Não queria ver ninguém. Caminhei pelo Aterro do Flamengo pela manhã. Embora o céu estivesse limpo, o dia não estava quente; aliás, a temperatura estava bastante agradável.
Durante a minha caminhada, recordava-me daquele casarão com aspecto tétrico que resgatamos Taís, seu depoimento sobre a imposição que a seita lhe fez em imolar um recém-nascido, provavelmente, comprado de alguma moradora de rua que não tinha como alimentá-la.
De repente, também veio à minha mente meus tempos de escola municipal, lembrei-me de Jezebel e o assassinato do Quarteto Fantástico e das meninas. Refleti sobre como o mundo é doentio e as atrocidade que as pessoas são capazes de fazer, às vezes, somente por prazer.
Por alguns instantes, pensei na infantilidade imaturidade de Gisele. Como uma mulher tão imatura ser mãe e professora? Que valores poderia passar à sua filha e aos seus alunos, ainda em processo de formação? Uma mulher que brincava de cidade fictícia. Se bem que fiquei curioso com a tal de Cidade das Flores.
Esqueci-me de falar que, no nosso último encontro, durante nossa relação sexual, percebia que Gisele olhava para o computador, enquanto nos relacionávamos. Só depois, que me dei conta de que estava louca para terminarmos para ela poder conversar com seus amigos virtuais.
Voltei para o meu apartamento. Pensei em mandar uma mensagem para ela, mas preferi deixá-la em seu mundo de sonhos. Queria tirar o dia para mim. Tomei meu banho, almocei na rua e fui ler algumas obras raras na Biblioteca Nacional, pois há muito tempo não me dava àquele prazer.
Deleitei-me com a leitura de raridades na Biblioteca. Aquele dia de folga estava me revigorando: como me sentia bem entre uma leitura e um cochilo, devido ao silêncio e frescor do ambiente. A minha carreira na Polícia não me dava tempo para me dedicar às coisas que gosto.
Ao sair da Biblioteca Nacional e pegar meus pertences no armário da recepção, percebi que já estava escurecendo. Nem sentira o tempo passar. Sentei-me em um bar na Cinelândia para tomar um café e liguei o celular para verificar as mensagens. Percebi que havia várias ligações do Departamento.
Verifiquei uma mensagem de Eunice, comunicando-me algo inesperado: Taís havia sido morta por atropelamento nas imediações de seu prédio, na Tijuca, e tudo indicava que não foi um acidente.
NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.
Acessem meu blog: http://jemagalhaes.blogspot.com

Adquiram meu livro UMA JANELA PARA EUCLIDES
editorapatua.com.br/uma-janela-para-euclides-dramaturgia-de-jorge-eduardo-magalhaes/p
