JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 29 – Alarme falso


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
– Mas você não disse que o Reverendo foi localizado? – perguntei ao Fragoso no Departamento.
– Pois é. Foi alarme falso.
– Como assim?
Fragoso parecia constrangido.
– Os indícios forjados nos desviaram da rota dos criminosos, certamente para nos despistar.
– Engenhoso. – disse Eunice.
Fragoso continuou:
– Segundo testemunhas, foi um carro preto, com vidros escuros e placa não identificada que atropelou Taís na Rua Campos Sales, na Tijuca. Passou a toda velocidade, quando ela atravessava a rua. Parece que avançou o sinal.
– Não havia câmeras de segurança no local? – perguntei.
Peixoto disse, apreensivo:
– Verifiquei e, estranhamente, as câmeras de segurança não estavam funcionando nas imediações.
– Nenhuma câmera. – disse Fragoso.
– Muito intrigante isso… – disse Eunice pensativa.
– Também acho.
Fragoso completou, enfaticamente.
– Apesar de não ter provas, certamente o atropelamento e morte de Taís tem relação com a seita de que ela fazia parte e que a aprisionou. Logo iremos pegar seu ou seus assassinos.
– É questão de honra. Precisamos dar um basta nesses loucos. – disse Eunice, com ar de indignação.
– Para todos nós.
Eunice completou:
– O sepultamento foi muito triste.
Fragoso foi enfático:
– Vamos então colher dados dos nossos informantes para tentarmos localizar esses loucos.
– Certamente. – enfatizou Peixoto.
Toda aquela tensão me deu uma enorme exaustão. Estávamos reunidos, mas não sei por que motivo, senti saudades de Gisele e deu vontade de fazer amor com ela. Estava ansioso para que acabasse aquela reunião, embora também estivesse indignado com o assassinato de Taís.
NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.
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