JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 30 – Suposto desaparecimento de Gisele

APOIE O TRABALHO DO AUTOR COM A QUANTIA QUE DESEJAR

Por: Jorge Eduardo Magalhães

Saí do Departamento e, caminhando pelas ruas em direção ao Bairro de Fátima, observei os bares cheios. As pessoas bebiam e riam descontraidamente, e senti certa inveja delas devido à liberdade que tinham. A polícia, de certa forma, tolhe a sua autonomia. Na verdade, desde os tempos de Polícia Militar que eu tinha a impressão de estar sendo monitorado, principalmente, naquele bairro em que passei grande parte da minha vida.

Respirei fundo e segui em frente, pois cada indivíduo tem as suas mazelas e angústias pessoais. Precisava deixar a vida caminhar e procurar mudar na primeira oportunidade, dando tempo ao tempo. Tinha a consciência de que não adiantava ficar ansioso.

Durante o trajeto, lembrei-me de Taís, uma menina com a vida ganha, com tudo para ter um futuro promissor, até uma carreira internacional, envolveu-se com membros daquela seita de loucos e criminosos. Ao surgir em minha mente aquele tenebroso casarão, sentia calafrios.

Os casos a serem resolvidos sob incumbência daquele Departamento me faziam muito mal devido às bizarrices dos fatos. Trabalhando no Casos Especiais, provei a mim mesmo que, apesar de uma sensibilidade literária, também tinha uma estrutura psicológica para encarar aqueles casos inverossímeis.

Antes de voltar para casa, deu vontade de encontrar Gisele. Enviei mensagem a ela, mas parecia que havia me bloqueado. Também poderia ser algum problema do seu aparelho. Não sei por que, sentia falta dela. Uma saudade inesperada e, ao mesmo tempo, inexplicável.

Cheguei à porta de seu prédio e toquei o interfone. Ninguém atendeu. Insisti. O porteiro apareceu.

– Boa noite. O senhor está procurando a Dona Gisele?

– Sim. Ela não está?

– Acho que a Dona Gisele viajou.

– Ela disse para onde?

– Não. Só a vi saindo com duas malas.

– Ela levou sua filha?

– Não vi a menina, não.

Agradeci e saí intrigado com a repentina viagem de Gisele. Ela não havia me dito ter a pretensão de viajar para lugar nenhum. Intrigado, mas, ao mesmo tempo cansado, voltei ao meu apartamento com o intuito de descansar.

NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.

Acessem meu blog: http://jemagalhaes.blogspot.com                 

Adquiram meu livro UMA JANELA PARA EUCLIDES

editorapatua.com.br/uma-janela-para-euclides-dramaturgia-de-jorge-eduardo-magalhaes/p

WhatsApp