JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 31 – À procura de Gisele

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Por: Jorge Eduardo Magalhães

Durante dois dias, não tive tempo de colher nenhuma informação sobre Gisele devido ao meu trabalho, mais burocrático do que funcional, no Departamento. Apenas verificava o celular e dava a impressão de que Gisele havia me bloqueado e suas redes sociais estavam desativadas.

Como Gisele era muito imatura, embora um pouco intrigado e, confesso, preocupado, achei que fosse apenas uma fase, que estivesse com raiva de mim por algum motivo que nem poderia imaginar, e estivesse na casa de alguma amiga, em breve, reapareceria.

Quando consegui uma folga, fui em busca de alguma informação sobre Gisele. Em seu prédio, nem porteiro nem os vizinhos a tinham visto desde o dia em que saíra com malas. Fui até a escola pública em que lecionava, mas ninguém tinha notícias dela. A diretora me pediu para que se a localizasse, que pedisse que se apresentasse, pois logo responderia um processo administrativo por abandono.

Comecei a ficar preocupado com o seu suposto desaparecimento, inclusive virtual. Por onde andaria Gisele? Tive a ideia de tentar obter alguma informação na casa de sua mãe, no subúrbio. Tinha o endereço em algum lugar. Remexi nas gavetas do meu quarto e encontrei.

Pedi um carro pelo aplicativo e fui até onde vivia a mãe de Gisele. Tratava-se de uma casa humilde, em uma rua de casas. Era um bairro bem residencial, típico do subúrbio. Não tinha campainha. Bati palma e o cachorro latiu. Ninguém atendeu. Insisti e uma senhora, com uma aparência sofrida, apareceu na porta. A filha de Gisele me reconheceu e correu para o portão.

– Cadê a mamãe? – perguntou a menina.

– Tua mãe está muito ocupada com o trabalho. – menti.

– Posso conversar com a tua avó?

– Sim.

– Já brinco contigo um pouco.

A menina saiu.

– Aconteceu alguma coisa com a Gisele.

Disfarcei a minha preocupação.

– Não. É que ela saiu com uma mala, achei que estivesse aqui. Talvez tenha viajado.

A mãe não esboçou nenhuma preocupação.

– A Gisele precisa ter juízo. Arranjou uma barriga com aquele traste e agora deixa a menina comigo. Se não fosse eu, ela estaria abandonada.

– Ela deve ter viajado.

– Certamente. – respondi.

Chamei a menina, dei-lhe um abração, despedindo-me das duas, tentando disfarçar minha preocupação. Passei o meu contato para a mãe de Gisele, caso tivesse notícias.

NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.

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