JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 32 – Finalmente Jezebel

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Por: Jorge Eduardo Magalhães

Ainda intrigado com o sumiço de Gisele, precisava me dedicar ao trabalho, cuja cobrança era enorme. A pressão era constante em relação à apuração daqueles casos bizarros, muitos dos quais não passavam de lendas urbanas; entretanto, outros, por mais absurdos e inverossímeis que fossem, eram reais.

Revirando os arquivos que me deparei com o caso, intitulado “Jezebel, a musa do Soturno”. Fiquei pasmo ao ler aquele dossiê e as fotos daquela mulher loura de olhos azuis, bem branca, com um ar frívolo, em ambiente sórdido, parecendo ser de exploração sexual. Só poderia ser ela. Havia perdido aquele ar angelical dos tempos de escola, mas só poderia ser ela, agora com um aspecto vulgar.

Nas várias fotos que vi de Jezebel, trajava roupas curtas e usava joias exageradas que pereciam de ouro. Em uma outra foto, Jezebel segurava uma pistola, encostada no peito. Na mão direita, uma rosa tatuada, pulseira e anéis, provavelmente de ouro. A foto era do tronco para cima e estava, aparentemente, nua, com os longos cabelos tampando seus seios.

Contemplei por alguns minutos aquela foto em particular, analisando: embora estivesse mais bonita do que quando a conheci na escola municipal, havia algo de maligno em torno de sua imagem. Nunca soube explicar muito bem o que era aquela sensação.

Peixoto entrou na sala.

– Sinistro este caso, não acha?

Tentei demonstrar mero interesse profissional:

– Estou analisando agora.

– Pois é, essa mulher bonita, tal de Jezebel lidera uma rede muito perigosa de exploração sexual e tráfico de drogas.

– Li rapidamente.

Peixoto prosseguiu:

– Nossos contatos demoraram, mas estão identificando as atividades, pois sua organização criminosa mantém jovens prisioneiras em uma boate clandestina, chamada de Soturno, local de venda e consumo de drogas.

– Nossa! Tão bonita.

– Mas não é uma droga qualquer, é uma espécie de mel ou coisa parecida que cria alucinações.

– Será que é a mesma que a seita da Taís usava?

– Provavelmente.

– E onde fica esta boate Soturno?

– Ainda não temos certeza; aliás, nem temos certeza se a tal boate, realmente, existe, mas, em breve iremos descobrir. Provavelmente não é longe daqui se for real.

Fingia que acreditava nas suposições dos colegas do Departamento, que já eram certeza.

De repente, Fragoso entrou na sala:

– Aconteceu uma bomba.

NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.

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