JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 33 – Suicídio coletivo

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Por: Jorge Eduardo Magalhães

Era um quarto e sala na Prado Júnior. Ficava no sexto andar de um prédio com muitos pequenos apartamentos por andar, em um longo corredor. Os moradores eram, na maioria, travestis, michês e prostitutas que recebiam seus clientes nos apartamentos e usuários de drogas.

A vizinhança começou a sentir o mau cheiro, misturado com a maresia de maconha e acionou a Polícia, que encontrou os corpos, cerca de dez, entre jovens rapazes e moças, já em estado de putrefação. No chão da sala, um desenho, provavelmente com giz vermelho de um pentagrama invertido, verificando que se tratava de um ritual de magia negra.

Todos os corpos tinham ao seu lado uma taça com vinho, já quase na metade ou no final, e estavam vestidos com mantos com capuzes pretos, o que, segundo o exame, descobriu-se quantidades cianureto nas taças e nos corpos, o que foi o motivo das respectivas mortes. Constatou-se que se tratava de um suicídio coletivo e, logo depois, verificou-se que os mortos eram membros da seita Filhos do Inferno, da qual Taís fazia parte.

A Delegacia local foi a responsável pelo caso. Quanto a nós, fomos designados para descobrirmos os bastidores da seita, inclusive sobre a misteriosa droga. Fragoso nos narrava os fatos, mostrando-nos fotos.

– Um dos corpos identificados é de Brenda Albuquerque Figueira, de dezenove anos, a jovem que, supostamente, convidou, vamos chamar assim, a Taís para fazer parte da seita.

– Isso significa que ficará mais difícil identificar o assassino de Taís.

– Bem, tudo nos leva a crer que seu atropelamento não foi um acidente e tem ligação com o seu envolvimento com a seita. – disse Peixoto.

– E o líder da Filhos do Inferno? – perguntei.

– Ainda não foi identificado o seu paradeiro, mas é uma questão de tempo. O problema maior é a tal droga misteriosa, conhecida como mel.

– É o que está me intrigando – disse Peixoto.

– Essa droga ainda não é conhecida e precisam ser apuradas as consequências e a sua comercialização. Precisamos de sigilo absoluto para que isso não vaze, desperte a curiosidade para uso e se torne uma epidemia, como sempre observamos por aí. Pelo que consta é altamente viciante e gera uma realização artificial de sonhos. Por isso, não queremos divulgação.

– A imprensa sempre mostra como se usa e os seus efeitos. – completei.

– É o único produto que tem comercial gratuito. – ironizou Peixoto.

– A Eunice está na DP para apurar os fatos com mais detalhes.

Fiquei pensando, não sei por que, em Gisele.

NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.

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