JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 35 – Soturno


APOIE O TRABALHO DO AUTOR COM A QUANTIA QUE DESEJAR
Por: Jorge Eduardo Magalhães
Na manhã seguinte, assim que cheguei ao Departamento, ainda estava intrigado com o desaparecimento de Gisele. Fragoso reuniu sua equipe para nos dar uma informação contundente:
– Boas notícias. Nossos contatos conseguiram localizar onde funciona o tal do Soturno.
– Onde fica? – perguntei.
Os outros agentes me olharam com ar de reprovação e vi que havia perguntado besteira, diante da possibilidade de reencontrar Jezebel, mesmo que em uma situação inusitada como aquela. Fiquei constrangido e, ao mesmo tempo, ansioso tanto para rever Jezebel quanto para ver o local.
Saímos em duas viaturas, mais uma vez, Eunice estava ao meu lado. Seguíamos o carro com Fragoso e Peixoto que ia na frente. À medida que entrávamos pelos locais mais estranhos do Centro, que não posso revelar exatamente o local, ficava mais apreensivo e meu coração disparava.
Paramos em frente a um velho prédio. Parecia abandonado. Na verdade, logo constatei que se tratava de uma invasão com comércios informais no térreo. O prédio tinha várias infiltrações. Não dava para acreditar que funcionava naquele local uma boate, mesmo sendo clandestina.
Saímos das viaturas. Estávamos todos tensos e creio que os outros, assim como eu, também estavam excitados.
– Vamos tomar cuidado. Muita cautela. – instruiu Fragoso.
Os moradores daquela espelunca nos olhavam assustados. Não sabiam muito bem do que se tratava.
– Tem certeza de que é aqui? – perguntei.
– Absoluta – disse Fragoso.
– Realmente, difícil de acreditar – completou Eunice.
– Será que é mais alguma informação falsa? – indagou Peixoto.
– Sei que é bastante estranho, mas, segundo nossos informantes, é aqui mesmo neste local.
O cheiro de mofo e umidade eram insuportáveis. Entramos em um compartimento escuro, quando acionamos lanternas com nossos aparelhos celulares. No final, havia uma porta de ferro.
– É aqui! – disse Fragoso.
Metemos o pé na porta. Foi difícil, mas conseguimos abrir. Entramos com cautela. Realmente era uma boate. Inacreditável. Não acreditava naquilo que via: parecia um devaneio.
NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.
Acessem meu blog: http://jemagalhaes.blogspot.com

Adquiram meu livro UMA JANELA PARA EUCLIDES
editorapatua.com.br/uma-janela-para-euclides-dramaturgia-de-jorge-eduardo-magalhaes/p
