JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 52 – O novo encontro com Karen


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
Finalmente consegui uma folga, mas não conseguia relaxar. Pensava o tempo inteiro nas atrocidades praticadas por Jezebel, desde o assassinato da menina, o encarceramento de pessoas, o tráfico da droga desconhecida e o macabro culto a Baal que, supostamente, acontecia imolação de inocentes.
Para tentar relaxar, enviei uma mensagem para Karen. Ela demorou quase uma hora para responder; provavelmente, estava em sala de aula. Li meu livro, até que recebi sua mensagem. Pedi desculpas por ter demorado a falar com ela, e marcamos para nos encontrarmos às sete da noite no bar onde nos conhecemos.
Cheguei um pouco antes do horário marcado, pois sempre procurei ser um cavalheiro e não deixar uma dama esperando. Pedi um refrigerante e enviei uma mensagem, avisando a Karen que havia chegado ao local. Ela demorou quase dez minutos para visualizar e não respondeu.
Pedi outro refrigerante e Karen ainda não havia aparecido. Novamente consultei o celular e não havia nenhuma mensagem. Tinha certeza de que havia levado um bolo. Já estava sinalizando para pedir a conta e ir embora, quando avistei Karen entrando pela porta do bar.
– Pensei que não viesse mais… – disse.
– Desculpe a demora, estava trabalhando até agora.
Ao me aproximar de Karen para beijar o seu rosto, percebi o cheiro de cerveja, o que não condizia estar trabalhando. Logo que se sentou, pediu uma cerveja e bebeu o primeiro copo de uma só vez, como se fosse água, enchendo-o novamente, fazendo o mesmo, em seguida.
Percebendo que eu estava incomodado com o seu modo compulsivo de beber, Karen tentou se justificar:
– Estou com muita sede, hoje está fazendo calor.
Tentei ser cavalheiro:
– Quer que eu peça uma água?
– Não, obrigada. Pode ser mais uma cerveja.
Percebi que aquela bela moça era compulsiva por cerveja. Já estava bastante alta e começou a falar pelos cotovelos, quase não deixando que eu interagisse em seu delirante monólogo. Aquilo começava a me enfastiar. Quando você não bebe é que percebe o quanto as pessoas alcoolizadas são chatas. Comecei a prestar atenção na conversa quando começou a falar sobre Gisele:
– Na verdade, a Gisele foi enganada com aquele negócio de Cidade das Flores. O pai da filha dela, o Tonho, que enviou aquele site e grupo de conversas, sem que ela soubesse quem estava por trás.
Um alerta despertou em mim. “Tonho”. Aquele nome não me era estranho. Dei corda para que continuasse falando.
NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.
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