JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 57 – Procurando Karen


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
Ainda saindo daquela pocilga, disse aos colegas:
– Sei onde a amante dele trabalha.
– Onde é?
– Ela é professora em uma escola pública.
Fragoso me olhou de uma forma analítica:
– Faz o seguinte, vai lá com a Eunice e a convoca para dar um depoimento informal.
– Tenho o contato dela.
– Então ligue.
– Ela me bloqueou.
– Eunice, ligue para ela, por favor.
Eunice cumpriu a ordem.
– Está fora de área – disse Eunice.
– Mande uma mensagem para ela, identificando-se como policial e convocando-a a comparecer para um depoimento. Dê aquele endereço de sempre.
Após mexer no celular, Eunice comunicou:
– Parece que este número não está mais ativo.
– Não tem jeito, vão vocês dois.
Fomos até a escola de Karen, que também funcionava no Centro. Fragoso era sábio, mandou que Eunice fosse, porque uma mulher sempre amenizava o susto da presença da Polícia. Nós nos identificamos e pedimos informações sobre Karen. A diretora, uma senhora de meia idade, atendeu-nos com muita atenção.
– Ela não apareceu aqui nem ontem nem hoje. Se ela não aparecer até amanhã, terei que enviar suas faltas. Ela se meteu em alguma coisa errada?
– É o que estamos querendo saber – respondeu Eunice.
– Ela anda muito estranha.
– Estranha como? – perguntei.
– Dizem que ela está bebendo demais e envolvida com um pilantra. Nunca teve muito juízo. Igual a uma outra professora, a Gisele, que simplesmente, abandonou a matrícula.
Eu e Eunice nos olhamos. Agradecemos à diretora e pedimos para que, caso tivesse qualquer informação sobre o paradeiro de Karen, entrasse em contato conosco imediatamente. Voltamos ao Departamento em silêncio. Fui pensando na minha vocação em me envolver com mulheres problemáticas. Tinha a impressão de que Eunice lia os meus pensamentos.
NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.
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