JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 68 – Conjecturas finais (Será?)


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
Durante o trajeto para cumprir minha missão, refleti sobre a minha vida. Era jovem e entrei para a Polícia somente para ter um emprego fixo, e buscar uma estabilidade e uma liberdade. Acabei sendo prisioneiro de meu próprio trabalho. Sou prisioneiro assim como Jezebel, a única diferença é que somos prisioneiros de lados opostos.
Descobri que amava Gisele, apesar de sua imaturidade, e torcia para que, apesar das evidências, o corpo no Instituto Médico Legal não fosse dela e reaparecesse sã e salva. Gisele se livraria das garras de Tonho, seríamos muito felizes, criando sua filha como se fosse minha.
Após cumprir minha missão, como Jéu, eliminando Jezebel, daria um jeito de sair do Departamento ou, até mesmo, prestar um outro concurso para me livrar de vez da Polícia. A minha missão seria um divisor de águas para que eu, finalmente, tivesse paz e levasse uma vida normal.
Se consegui cumprir ou não a minha missão combatendo Jezebel e colocar em prática todos os meus projetos de vida, quem sabe, não contarei, por enquanto, fui orientado ou até mesmo coagido para ficar em silêncio. Talvez possa contar tudo futuramente.
No trajeto da viagem, a cidade foi ficando para trás, quando me dei conta, estava em uma rodovia deserta. Não sei por que, naquele momento, lembrei-me dos finais de certos filmes que o personagem vai falando em off e o carro, na estrada, vai desaparecendo no horizonte. Em breve, escureceria.
FIM
(Pode haver uma continuação)
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