JEZEBEL, A MUSA DO SOTURNO: Capítulo 8 – Sórdidas especulações

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Por: Jorge Eduardo Magalhães

Um dos boatos mais fortes e o que mais me impressionou é que Jezebel estava confinada em casa pela tia e seu amante, que a exploravam. Segundo os rumores, Jezebel enclausurada em um quarto da casa, passava os dias completamente nua, recebendo homens que simplesmente a apalpavam.

Algumas meninas que andavam com Jezebel, além de Vandinho, também desapareceram e corriam rumores de que elas também iam à casa da tia de Jezebel para ganharem um dinheiro, sendo apalpadas por homens do bairro que frequentavam o local ao anoitecer. Na escola municipal, ninguém tocava no assunto, era como Jezebel e Vandinho nunca tivessem existido, mas nos arredores do bairro os comentários eram tenebrosos.

Confesso que tive vontade de sondar para descobrir como funcionava aquela casa e se, realmente, era verdade, somente para ver Jezebel nua e poder tocar em seu corpo. Contudo, não conseguia informações dos valores e de como funcionava a dinâmica do “estabelecimento”.

Embora sentisse dó por Jezebel ter sido obrigada a abandonar a escola, não conseguia parar de pensar em seu corpo alvo, seus seios, talvez com os mamilos rosados e pelos pubianos louros como seus cabelos. Era uma ideia fixa poder contemplar e trocar em Jezebel.

Apesar de ouvir muitos rumores por parte da vizinhança, ninguém me falava diretamente sobre a casa de Jezebel, e nem eu tinha coragem de perguntar a ninguém. Rondava diariamente a tenebrosa morada, que parecia nunca ter movimento. As janelas estavam sempre fechadas e o silêncio era ensurdecedor. Tinha a impressão de que estava abandonada.

Finalmente, chegou o dia em que tive coragem de ir até lá. Bateria na porta e perguntaria por Jezebel. Talvez sua tia falasse sobre o funcionamento da casa e me convidasse para entrar. Rondei várias vezes. Fiquei de longe observando se havia algum movimento.

Naquele meu ato de espreitar a misteriosa casa, veio à minha mente o primeiro dia em que vi Jezebel na escola municipal e meu coração bateu forte. Tive uma confusão de sentimentos ao refletir acerca de minha visão em relação à minha primeira paixão, antes sublimada como um ser sagrado e, naquele momento, objeto de pensamentos luxuriosos.

A casa continuava em silêncio e, pelo menos aparentemente, abandonada. Respirei fundo, contei até três e criei coragem para me dirigir até o local, mas, assim que dei meus primeiros passos, em direção ao meu possível reencontro com Jezebel, um fato inusitado me fez recuar.

NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.

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