Justiça autoriza Vasco a obter R$ 80 milhões em financiamento DIP

O juízo da 4ª Vara Empresarial da Capital autorizou o Club de Regatas Vasco da Gama e a Vasco SAF, ambas em recuperação judicial, a firmarem um contrato de financiamento na modalidade DIP Financing no valor de R$ 80 milhões. Os recursos serão destinados à manutenção das operações do clube, incluindo pagamento de folhas de atletas, custos correntes, tributos, aquisição de direitos econômicos e despesas administrativas.

A autorização foi concedida pela juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, que considerou favoráveis as manifestações do Ministério Público do Rio de Janeiro e dos administradores judiciais Wald Administração e K2 Consultoria Econômica.

“Foram comprovadas a legitimidade e a segurança jurídica da operação, que integra as medidas estruturantes para o soerguimento empresarial das recuperandas, conforme o art. 69-A da Lei 11.101/2005. Assim, defiro o pedido de autorização para o financiamento emergencial na modalidade DIP Financing, no valor total de R$ 80 milhões, garantido por alienação fiduciária de 10 mil ações ordinárias de classe A da Vasco SAF e garantia fidejussória pelo CRVG”, registrou a magistrada.

A decisão também levou em conta o relatório mensal da administração judicial, que indicou redução no saldo de caixa em agosto e a necessidade de ajustes estruturais e planejamento de liquidez.

Segundo a juíza, a deterioração progressiva do fluxo de caixa poderia comprometer a continuidade das atividades empresariais e esportivas do clube. Por isso, o financiamento DIP foi considerado uma medida urgente e essencial para recompor a liquidez e garantir o pagamento das despesas correntes, preservando a operação da Vasco SAF.

Inicialmente, o pedido previa a alienação fiduciária de 20 mil ações ordinárias de classe A, representando 20% do capital social da Vasco SAF. Após manifestação contrária do MP e da administração judicial, o clube renegociou os termos, reduzindo as garantias para 10 mil ações.

As recuperandas destacaram que a reformulação do contrato reduziu as garantias em 50%, sem comprometer ativos estratégicos como direitos de transmissão, bilheteria, patrocínios, venda de atletas e receitas futuras da modernização de São Januário.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

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